“Ombro congelado” pode limitar movimentos e causar dor intensa

Condição inflamatória reduz os movimentos da articulação, mas fisioterapia e o tratamento precoce ajudam na recuperação

 28/01/2026 - Publicado há 3 meses
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Imagem mostra uma mulher de costas, cabelo preso em coque, colocando uma das mãos no ombro direito, sobre o qual aparece a ilustração de uma mancha vermelha, indicando inflamação
Foto: Tumisu/Pixabay
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Você já ouviu falar em “ombro congelado”? O nome assusta, mas o problema é mais comum do que parece. O “ombro congelado”, ou capsulite adesiva, é uma inflamação que atinge a cápsula da articulação do ombro, causando dor e, principalmente, perda de movimento. O professor Eduardo Malavolta, ortopedista especializado em Cirurgia de Ombro e Cotovelo e chefe do grupo de ombro e cotovelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do HCFMUSP, explica que o problema “acontece quando a cápsula que envolve a articulação inflama e se torna espessa, reduzindo o espaço para os movimentos”. 

Eduardo Malavolta – Foto: Researchgate

A pessoa começa sentindo dor ao levantar o braço, vestir uma roupa ou alcançar objetos. Com o tempo, o ombro vai ficando cada vez mais rígido, até “travar”, dificultando atividades simples do dia a dia. A boa notícia é que a doença não atinge crianças. “O público alvo são as mulheres, mas o ombro congelado é mais frequente em pessoas entre 40 e 60 anos, especialmente mulheres. Diabetes, problemas na tireoide, imobilização prolongada do braço após cirurgias ou fraturas e doenças inflamatórias aumentam o risco”, explica Malavolta.

A capsulite adesiva não é causada por esforço repetitivo ou uma doença ligada ao trabalho ou a prática esportiva. O que se sabe até o momento é que as causas nem sempre são claras, porém, são relacionadas a doenças preexistentes como diabetes ou causas hormonais. 

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é essencialmente clínico, em consultório, com uma simples radiografia para afastar outras causas de limitação de movimentos do ombro como lesão do manguito rotador, artrose, tendinite de ombro, entre outras. A capsulite adesiva é desenvolvida em três fases. 

O tratamento depende do estágio da doença. Em geral, inclui fisioterapia para recuperar os movimentos, uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controlar a dor e, em alguns casos, infiltrações. A boa notícia é que, com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes recupera a função do ombro, embora o processo possa levar meses.

Sentiu dor persistente ou dificuldade para mexer o ombro? Procure um profissional de saúde. Diagnóstico precoce faz toda a diferença.


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