Especialistas da USP analisam o caso dos meninos resgatados da caverna

Falta de alimento, oxigênio, escuridão causaram grande stress

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Socorristas procuram por acessos alternativos para a caverna – Foto: NBT via Wikimedia Commons / CC BY 3.0

Os 12 meninos e o técnico de futebol resgatados de uma caverna na Tailândia tiveram alta do hospital. A operação de resgate ocorreu entre os dias 8 e 10 de julho. Para comentar sobre as consequências físicas e psicológicas a Rádio USP entrevistou o médico nutrólogo pediátrico, Artur Figueiredo Delgado, chefe da UTI do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e o psicólogo Pedro Teixeira Carvalho, aluno de mestrado no Instituto de Psicologia da USP.

Segundo Delgado, não ficou muito claro qual era o tamanho do ambiente, qual era a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico. “As crianças na respiração produzem gás carbônico e se o ambiente for muito fechado e não tiver uma eliminação adequada deste gás, esse próprio gás carbônico expirado começa a ser tóxico naquele ambiente. A falta de alimento, oxigênio, escuridão causaram grande stress para os adolescentes.”

Para o psicólogo, a calma dos adolescentes se deve não somente à meditação, mas também ao importante papel do treinador, que de certa forma conseguiu dar uma continência à angústia dos jovens. “O mais importante é que eles possam voltar às atividades cotidianas neste momento. Que isto não se torne uma ruptura na vida deles. Além disso transformar esse acontecimento em uma narrativa da história deles”, observa Carvalho.

Ouça, no link acima, a íntegra da entrevista.

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