O Curioso por Ciência desta semana apresenta resultados de uma pesquisa que investigou alterações pulmonares em pacientes com esclerose sistêmica por meio de análise quantitativa de tomografia computadorizada. O estudo avaliou o parênquima e a vasculatura pulmonar de pessoas que realizaram transplante de células tronco hematopoéticas.
A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que pode comprometer o pulmão, provocando inflamação e cicatrização do tecido pulmonar, com impacto na função respiratória. Em casos mais graves, o transplante de células tronco hematopoéticas é uma das opções terapêuticas com o objetivo de reiniciar o sistema imunológico.
Para avaliar possíveis alterações pulmonares após o procedimento, a pesquisa utilizou tomografia computadorizada associada a softwares específicos capazes de realizar análise quantitativa das imagens. A abordagem permite mensurar parâmetros como volume densidade do tecido pulmonar e alterações vasculares.
Foram analisadas tomografias de 30 pacientes com esclerose sistêmica submetidos ao transplante. Os exames foram comparados com tomografias de 101 pacientes com doença pulmonar associada à esclerose sistêmica que não realizaram o procedimento.
Os resultados indicaram que pacientes transplantados apresentaram maior preservação do tecido pulmonar. A análise também evidenciou diferenças nas regiões inferiores dos pulmões, áreas onde a doença costuma apresentar maior intensidade.
Segundo o estudo, a análise quantitativa por tomografia computadorizada pode contribuir para a avaliação da gravidade da doença pulmonar e para o acompanhamento de pacientes após o transplante, além de fornecer informações que auxiliem na tomada de decisão clínica.
A dissertação de mestrado, Caracterização por coeficiente de atenuação do parênquima e da vasculatura pulmonar em pacientes com esclerose sistêmica que realizaram transplante de células-tronco hematopoiéticas: análise quantitativa por tomografia computadorizada, foi desenvolvida por Leonardo César de Freitas Cayres, com orientação do professor Danilo Tadao Wada, no Programa de Pós Graduação em Diagnóstico por Imagem da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, e a defesa foi em 2025.
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