Projeto da USP em São Carlos tem inscrições para quem deseja aprender ou ensinar programação

Iniciativa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, curso de introdução à programação busca ampliar o repertório e o raciocínio lógico dos participantes  

 24/02/2026 - Publicado há 2 meses
Pessoa em frente a uma projeção de computador com o braço apontando e um aluno sentado em frente a um computador observando
Como monitores, os alunos da USP desenvolvem habilidades de ensino, comunicação, formulação de ideias e lógica de programação – Foto: PET Computação

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Se uma das metas que você quer tirar do papel neste início de ano é aprender programação, ou se você é aluno da USP e deseja participar de um projeto de extensão que articula ensino e impacto social, pode participar do Projeto Codifique. Iniciativa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o curso está com inscrições abertas para estudantes do ensino médio e também para alunos da Universidade, de qualquer curso, interessados em atuar como monitores. As inscrições para os monitores podem ser feitas até o dia 7 de março, por meio de formulário on-line. Já para alunos do ensino médio, o prazo vai até 14 de março, por meio do cadastro. As aulas estão previstas para começar no dia 21 de março, com a convocação dos alunos e monitores selecionados ainda na mesma semana.

Voltado a estudantes do ensino médio, o curso disponibiliza 45 vagas, priorizando a participação de mulheres e de alunos de escolas públicas. O objetivo é contribuir para a redução das desigualdades de gênero e renda na área de tecnologia. Ao longo de nove aulas, realizadas aos sábados, entre os dias 21 de março e 30 de maio, os participantes terão contato com os fundamentos da programação em Python, com foco no desenvolvimento do raciocínio lógico. Não haverá aulas em feriados nem na semana do chamado “saco cheio”. As atividades são conduzidas por integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET Computação), com o apoio de monitores da USP São Carlos. 

Para atuar como monitor, não é necessário ter conhecimento prévio em Python, desde que o estudante tenha familiaridade com outras linguagens de programação. Os monitores podem atuar de forma fixa, acompanhando de um a três alunos ao longo de todo o curso e participando de reuniões semanais, ou como auxiliares, apoiando dinâmicas em sala de aula, a organização das atividades e substituições pontuais.

Ao longo do curso, as aulas incluem dinâmicas práticas que ajudam a aplicar os conceitos apresentados, tornando o aprendizado mais concreto – Foto: PET Computação

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De acordo com Lorena Borges, integrante do PET Computação e coordenadora da frente de ensino do Codifique, ensinar programação também é uma oportunidade de aprendizado para quem está do outro lado da sala. “Ao acompanhar diferentes formas de raciocínio e explicar conceitos básicos, os monitores aprofundam sua própria compreensão da lógica de programação e da linguagem
Python, mesmo quando ainda estão em processo de aprendizagem”, destaca a coordenadora.

Segundo Lorena, a escolha do Python como linguagem introdutória se deve à sua estrutura simples, o que facilita o entendimento de conceitos abstratos. “Além disso, trata-se de uma linguagem amplamente utilizada no mercado e em diferentes áreas da computação, o que amplia as possibilidades de aplicação do conhecimento adquirido ao longo do curso”, afirma.

Alunos do ensino médio podem se inscrever neste link, e os monitores, via formulário.

Mais informações no Instagram do Pet Computação.

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*Texto Gabriele Maciel, da Assessoria de Comunicação do ICMC


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