Revista reúne registros de formaturas que resgatam a história da USP em Piracicaba

A publicação “Esalq Sempre” traz registros históricos, depoimentos de egressos e detalha o significado do rito de passagem que eterniza o legado de excelência e humanidade da instituição

 09/01/2026 - Publicado há 6 meses
Baile de formatura na década de 1960 – Foto: Acervo pessoal de Antônio Ernesto Dal Ben

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Uma edição especial do Projeto Esalq Sempre – Formatura, a Solenidade Magna da Esalq, publicação organizada pelo Escritório de Relações Institucionais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, destaca a história e o significado da solenidade magna da instituição, desde os primeiros diplomados até as turmas contemporâneas, que permanecem marcando o legado de referência da instituição. A publicação está disponível gratuitamente neste link.

A publicação reúne registros históricos e depoimentos de ex-alunos. A solenidade, iniciada em 1903, marcou a formatura da primeira turma de agrônomos práticos, diplomando os alunos pioneiros em 23 de novembro daquele ano. Foram formados José Baptista de Carmo Lopes (MG), Odilon Ribeiro Nogueira (SP), Otaviano de Moraes Sampaio (SP), Luiz Eugênio de Souza Nogueira (RJ), João do Amaral Mello (SP), José Maria de Paula (SP) e Carlos Tomás de Magalhães Duarte (MG). O paraninfo foi o professor Aristóteles Pereira.

A formatura é uma Sessão Solene de Colação de Grau da Congregação da Esalq. O evento prevê a entrega dos diplomas, a premiação dos primeiros colocados de cada turma e o reconhecimento de formandos que se destacaram em diferentes aspectos relevantes da formação profissional.

O protocolo se inicia com o cortejo, com formandos e professores trajando becas, com entrada à cerimônia pelos sons de Pompa e Circunstância, do britânico Edward Elgar, de 1902. Já o uso das becas consolidou-se entre as décadas de 1950 e 1970. Essas vestes talares (roupas formais usadas em cerimônias acadêmicas) são acompanhadas por uma faixa colorida que identifica os cursos da instituição: Administração (azul), Ciências Biológicas (verde), Ciências dos Alimentos (laranja), Ciências Econômicas (azul), Engenharia Agronômica (marrom), Engenharia Florestal (verde) e Gestão Ambiental (azul).

Em registros fotográficos anteriores ao uso das becas, conforme quadro de formatura de 1939, observa-se que não havia padronização: os homens usavam ternos e as mulheres ainda utilizavam roupas de inspiração masculina. Um marco dessa época foi Veridiana Victoria Rossetti, a primeira mulher do Estado de São Paulo, e a segunda no Brasil, a se formar engenheira agrônoma (1939).

Capa e páginas da revista que tem download gratuito – Foto: Divulgação/Esalq

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A cerimônia

Após entrada do cortejo, o dirigente realiza a abertura da sessão, seguida da execução do Hino Nacional Brasileiro e composição da mesa de honra, composta de autoridades acadêmicas e civis, patronos e paraninfo. Na sequência são chamados os primeiros colocados de todos os cursos, contemplados com o Prêmio Luiz de Queiroz, além da entrega de distinções aos formandos que se destacaram durante o curso em diferentes áreas. A cerimônia continua com homenagens ao paraninfo, patronos, docentes, funcionários e pais, seguida das palavras do orador dos homenageados e orador da classe. O momento solene segue com o juramento profissional. Logo após, acontece a entrega dos diplomas e o discurso do paraninfo. Depois, a declamação da Ode à Esalq (Salvador de Toledo Piza) e o Hino da Esalq (Zilmar Ziller Marcos) sintetizam o espírito da escola. Por fim, ocorre o pronunciamento final da direção e a saída do cortejo universitário.

Quadros de formatura

A exposição dos quadros de formatura manteve-se, ao longo dos anos, uma tradição da Esalq. As fotos dos graduandos eram afixadas em molduras com elementos decorativos, que destacavam-se pelas esculturas, brasões, figuras mitológicas e alusões ao patriotismo. Estes quadros, moldados em madeira e distribuídos pelos corredores do Edifício Central, registram as fotografias dos formandos desde a primeira turma concluída em 1903.

A partir de 1973, com o crescimento das turmas e a limitação do espaço interno do edifício, os graduandos passaram a produzir placas de bronze com o registro de seus nomes até os dias de hoje. Essa adaptação permitiu preservar a tradição e mantê-la acessível às gerações futuras, mesmo diante dos desafios de acomodação.

A publicação Formatura, a Solenidade Magna da Esalq, pode ser acessada no site do Projeto Esalq Sempre. Para conferir as publicações anteriores clique aqui.

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Texto adaptado de Alicia Nascimento Aguiar, da Divisão de Comunicação da Esalq


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