Qual será o papel da IA no futuro da oftalmologia?

Segundo Eduardo Rocha, a IA será um novo e eficiente apoio, que irá cada vez mais fazer parte da medicina, ocupando espaço no dia a dia da prática clínica, diagnóstica e de intervenção médica

 20/08/2025 - Publicado há 9 meses

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Os avanços da inteligência artificial são comentados diariamente na imprensa e nas redes sociais, e a IA hoje já é uma realidade presente na vida das pessoas. Nesta coluna, o professor Eduardo Rocha analisa se a oftalmologia será um dia incorporada pela IA, o que significa uma máquina tomando o lugar do especialista. De acordo com ele, o futuro indica que o sistema propiciará mais precisão, rapidez e análise no diagnóstico, orientação terapêutica e previsão de como cada caso irá evoluir, o que já foi, inclusive, constatado por um trabalho publicado na Romênia no final do ano passado.

Tudo indica que a IA deve ocupar espaço no dia a dia da prática clínica, diagnóstica e de intervenção médica, “mas, como analisa esse estudo e uma série de artigos publicados recentemente na revista Ser Médico do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a IA será um novo e eficiente apoio, que irá cada vez mais fazer parte da medicina. Cabe a nós, médicos e pacientes, fazer com que a relação entre médico e paciente não seja abalada. A rapidez e precisão devem poupar tempo que o médico poderá usar para compreender melhor os casos, principalmente os difíceis, em oftalmologia e outras áreas, e também usar esse tempo para interagir melhor com pacientes e seus familiares, que em geral também terão melhores acessos e trocas de informações”.

Rocha acrescenta, ainda, que as boas escolas médicas devem logo se preparar para esse novo desafio. “Os indivíduos bem formados, ainda que recentemente, terão com a IA formas de analisar e checar informações que, no passado, apenas médicos com longa experiência, ou de tempos em tempos, através de congressos ou visitas demoradas a bibliotecas, eram capazes de fazer.” Os pontos fortes são ganho de informação e análise rápida e bem-feita, enquanto os pontos fracos a serem enfrentados são a contaminação da atividade médica por vieses comerciais ou alimentados por preconceitos, e a perpetuação de obstáculos, “que inibem ou retardam que a equidade, ou seja, o direito igual de todos à saúde e atenção à saúde de qualidade seja perpetuado também com as inovações trazidas pela IA”, conclui Rocha.


Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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