Diretores de institutos Max Planck da área de direito visitam a USP para discutir possibilidades de parceria

Além de oportunidades de pesquisa e colaboração na área jurídica, os dirigentes também falaram sobre a possibilidade da criação de um centro internacional de pesquisa da Sociedade Max Planck na Cidade Universitária

 05/08/2025 - Publicado há 9 meses     Atualizado: 24/10/2025 às 15:08
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Grupo de pessoas sentados à mesa. Um homem branco, vestindo um terno escuro esta no centro da mesa. Ao fundo, na parede, há o brasão da Universidade de São Paulo.
O encontro aconteceu na manhã do dia 1º de agosto, no Gabinete do Reitor da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Leia este conteúdo em InglêsNo dia 1º de agosto, diretores de institutos ligados à área de direito da Sociedade Max Planck, organização alemã dedicada à pesquisa, visitaram a Universidade e se encontraram com o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

Na ocasião, o diretor do Instituto de Direito Público Comparado e Direito Internacional, Armin von Bogdandy; o diretor do Instituto de História do Direito e Teoria do Direito, Thomas Duve; e o diretor do Instituto de Estudos de Crime, Segurança e Direito, Ralf Poscher, se reuniram com professores da Faculdade de Direito (FD) da USP para conversar sobre oportunidades de pesquisa conjunta, intercâmbio de pesquisadores e colaboração na área jurídica.

Participaram do encontro o diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e professor da Faculdade de Direito (FD) da USP, Fernando Dias Menezes de Almeida, além dos docentes da FD, Samuel Rodrigues Barbosa, Juliana Krueger Pela, Sheila Neder Cerezetti e Thiago Saddi Tannous.

Outro assunto discutido foi a possibilidade de criação de um centro internacional de pesquisa da Sociedade Max Planck na USP.

“A colaboração entre a USP e universidades e institutos alemães já é muito grande. Entretanto, gostaríamos de fortalecer ainda mais essa conexão, estabelecendo uma relação não só entre os pesquisadores, mas também entre as instituições. A ideia é que possamos ter pesquisadores da Alemanha aqui na Universidade, trabalhando junto com nossos alunos, pós-doutorandos e professores”, afirmou o reitor.

Grupo de pessoas formado por oito homens e duas mulheres, em pé, lado a lado.
Entre os assuntos discutidos na reunião estão a colaboração entre pesquisadores da área jurídica das instituições – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A visita também foi uma oportunidade para o assessor de Política de Pesquisa e Relações Externas da Max Planck na América Latina, Tobias Renghart, conhecer melhor a Universidade e preparar a agenda da visita que o presidente da Sociedade Max Planck, Patrick Cramer, deve fazer ao Brasil em outubro.

Para Fernando Menezes, que também é o diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), “iniciativas como esta são de importância estratégica para a consolidação de um novo patamar da internacionalização das atividades de pesquisa das instituições paulistas, aspecto que é fortemente estimulado pela Fapesp”.

Em paralelo a essas discussões, pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP também estão conversando sobre colaboração com um dos institutos Max Planck – no caso, dedicado à biogeoquímica, com aplicações para a arqueologia e a antropologia.

Sociedade Max Planck

Fundada em 1948, a Sociedade Max Planck para a Promoção da Ciência é uma das mais renomadas organizações de pesquisa no mundo, com 31 Prêmios Nobel nas disciplinas de ciências naturais.

Ao lado de cinco institutos no exterior, a Sociedade Max Planck mantém outros 15 centros Max Planck em colaboração com instituições de pesquisa fora da Alemanha, como a Harvard University, nos EUA; a ETH, na Suíça; a University College London, na Inglaterra; e a Universidade de Cape Town, na África do Sul. Além disso, existem dois institutos parceiros em Xangai, na China, e em Buenos Aires, na Argentina.

A cooperação com a América Latina tem se consolidado nos últimos anos e é gerida por meio de uma representação na região. Há também cooperações de longo prazo, como a torre Atto, que faz medições climáticas no Brasil, e o telescópio Apex, no Chile.

Prédio da Reitoria da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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