Hábitos saudáveis ajudam na prevenção de doenças neurológicas

Octávio Pontes Neto cita um estudo que comprova a eficácia de um bom estilo de vida na prevenção de doenças que afetam a memória

 05/08/2025 - Publicado há 9 meses

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Nesta edição de sua coluna, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre um estudo que reforça a importância de hábitos saudáveis na prevenção de doenças neurológicas. Realizado nos EUA, o estudo abrangeu mais de 2 mil pessoas, entre 60 e 79 anos, as quais estavam sob risco de sofrer com problemas de memória no futuro. A ideia, segundo o colunista, era comparar dois tipos de programa de estilo de vida saudável e ver se eles ajudavam na proteção do cérebro. Um dos grupos recebeu um programa bem estruturado, com acompanhamento regular de equipe de saúde, atividades físicas moderadas e intensas, alimentação baseada na dieta Mind (semelhante à dieta mediterrânea), além de exercícios para estimular o raciocínio, a convivência social e cuidados com a pressão e o coração. Já o outro grupo recebeu orientações gerais para seguir sozinho sem essa estrutura. Na verdade, diz Pontes Neto, os dois grupos melhoraram ao longo do tempo, “mas quem participou desse programa mais estruturado teve um ganho maior na função cognitiva, ou seja, melhorou o desempenho do cérebro, especialmente nas áreas como memória, velocidade do pensamento, organização do raciocínio. Isso mostra que não é só saber o que fazer, o acompanhamento, a disciplina e o apoio fazem a diferença”.

O especialista ressalta que esse estudo foi feito com pessoas que ainda não tinham demência, mas que já estavam em risco de desenvolver declínio cognitivo, pois sofriam com sedentarismo, dieta ruim, histórico familiar, além de pacientes com pressão alta, diabetes, entre outros malefícios, “e foi justamente entre quem tinha o cérebro mais vulnerável no começo que o efeito do programa estruturado foi ainda maior. De modo geral, o programa bem estruturado, organizado, foi bem tolerado e o grupo que recebeu a intervenção mais estruturada teve até menos efeitos adversos do que o grupo que seguiu por conta própria. Acho que o mais importante é a gente entender que nunca é tarde para começar. A alimentação equilibrada, atividade física, interação social e cuidar do coração, tudo isso ajuda a manter o cérebro em forma e o estudo mostra que, com orientação e apoio, os resultados podem ainda ser melhores”, afirma o colunista, sempre observando sobre a importância de buscar apoio de profissionais de saúde.


O minuto do Cérebro
A coluna O minuto do Cérebro, com o professor Octávio Pontes Neto, vai ao ar quinzenalmente,  terça-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.

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