No ano de 2025, o cenário político e econômico global tem passado por momentos turbulentos. Nas negociações globais, as tarifas do presidente Donald Trump geram o que José Luiz Portella, pós-doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA), ambos da USP, chama de “mar de incertezas”, “levando as pessoas a investirem menos e a fazer uma política pontual; uma política de defesa”.
Para o pesquisador, o sistema brasileiro já se encontra fragmentado. A desconexão das políticas públicas em vigor é resultado de um tratamento desigual na distribuição de emendas e por falta de um planejamento que promova um projeto de país. Em um momento de proximidade com as eleições de 2026, aliado às incerteza econômicas e políticas da conjuntura atual, se torna difícil imaginar que haja espaço para um planejamento e ação conjunta em prol do País. “Um abalo econômico e político que acaba atingindo o social”, completa Portella.
Sobre as taxas, comenta: “No todo, o impacto no PIB é pequeno, porque é menos de 2%. Mas o impacto para determinados setores é grande e incerto, então todo mundo fica na defesa. Quarta-feira a gente vai entender exatamente qual é o tamanho do problema e que impacto isso vai ter na economia, nas políticas do País”.
Embora o cenário não seja inspirador, o professor ressalta que “políticas públicas, ao contrário do que muitos pensam, não são só feitas pelo Estado. Elas têm que ter uma participação da sociedade”, relembrando que é fundamental que organizações, empresas e a sociedade civil saibam agir em prol de um plano de nação.
Momento Sociedade
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