Os resultados da pesquisa abrem um leque de possibilidades para o desenvolvimento de novos tratamentos.
O detalhamento da estrutura tridimensional da peroxirredoxina dessa bactéria, obtido durante a pesquisa, pode ser um trampolim para o desenvolvimento de inibidores. Medicamentos que atuariam com a inibição do funcionamento da peroxirredoxina – e, consequentemente, a capacidade da bactéria de se defender do estresse oxidativo com a ajuda da vitamina C – podem tornar a bactéria mais vulnerável aos ataques do nosso sistema imunológico e aos antibióticos já existentes.
Essa busca é um processo longo e complexo, que envolve a triagem de milhares de moléculas e a colaboração de diversos especialistas, mas a perspectiva é animadora. A resistência a múltiplos antibióticos é uma preocupação crescente na saúde pública. Segundo os especialistas, encontrar novos alvos para o desenvolvimento de medicamentos é fundamental.
Sobre possíveis relações dos resultados com mudanças no consumo da vitamina, os pesquisadores negam, e são enfáticos na necessidade de suporte científico para tomada de decisões na saúde. “Grande parte dos estudos apontam os benefícios de consumir alimentos ricos em vitaminas – isso é embasado. O problema é quando alguém tenta simplificar uma coisa supercomplexa [como este estudo] em cima de uma porçãozinha de verdade. No fim das contas, acabam fazendo uma confusão e divulgando ou consumindo coisa errada,” conclui Silva.
O artigo Interaction between 1-Cys peroxiredoxin and ascorbate in the response to H2O2 exposure in Pseudomonas aeruginosa pode ser lido aqui.
Mais informações: e-mails nettoles@ib.usp.br, com Luis Netto, e rlaleixosilva@gmail.com, com Rogério Silva
*Estagiário sob orientação de Luiza Caires




























