
A série Esculpir o Tempo da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) chega à 7ª edição neste sábado, 5 de julho, às 16h, no Centro Cultural Camargo Guarnieri com obras vibrantes e a estreia nacional da obra Terra: Concerto para Fagote e Orquestra, da compositora Clarice Assad. A regência é de Tobias Volkmann, diretor artístico e regente titular, com solo de Fábio Cury, um dos grandes nomes do instrumento no Brasil. O evento é gratuito, com reserva de ingressos pelo site AppTicket, clique aqui. A Osusp solicita a doação de agasalhos e cobertores que serão distribuídos para famílias em situação de vulnerabilidade social.
O grande destaque é a estreia brasileira da obra Terra, de Clarice Assad, encomendada e estreada mundialmente pela Orquestra da Filadélfia, nos Estados Unidos. “É uma obra que traz uma das outras facetas da Clarice Assad, que é o seu envolvimento com questões ambientais, questões contemporâneas, mudanças climáticas, inteligência artificial […] É uma artista muito envolvida com essas questões e que utiliza muitos recursos estéticos diferentes”, comenta Tobias Volkmann. Segundo o maestro “a orquestração é muito colorida, é muito variada … usa muito os recursos sonoros da orquestra como meio de expressão”.
Para interpretar Terra, o solista convidado é Fábio Cury, que já foi diretor da Osusp, esteve como fagotista solista entre as grandes orquestras brasileiras, recebeu o Prêmio APCA de melhor álbum de música clássica em 2010 e, desde 2002 atua também como professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
Abertura Concertante, de Camargo Guarnieri, abre o espetáculo. A peça, segundo Volkmann, é complexa e diversa. “É uma obra, como todas as obras do Guarnieri, com certo virtuosismo e dificuldade rítmica, ela tem muita cor orquestral, e investe muito nessa força que tem que ter uma abertura para começar um concerto.”
Para encerrar a tarde, duas grandes composições orquestrais de Maurice Ravel: Une barque sur l’océan e o balé Ma Mère l’Oye, esta última, inspirada em contos infantis e escrita para piano, com duração de pouco mais de meia hora, quando executada na íntegra. Para o regente, esta é uma das composições mais delicadas de Ravel e com um final quase que apoteótico. “É um Ravel que não é aquele Ravel pleno de sonoridades intensíssimas, enormes. É um Ravel justamente para ser tocado por uma orquestra do tamanho da Osusp.”
Esculpir o Tempo VII: Danças da Terra será gravado pela TV Cultura, para transmissão futura no programa Clássicos.
Sobre Clarice Assad
A compositora brasileira-americana Clarice Assad é uma artista de grande relevância que transita entre os gêneros clássico, pop e jazz. Indicada ao Grammy pelo álbum Archetypes, é também pianista, vocalista e educadora. Clarice é, ainda, fortemente ligada à causas sociais, ambientais e questões de equidade de gênero e empoderamento de vozes jovens. É fundadora do programa educacional VOXploration, iniciado em 2015 e que leva para fora da sala de concerto a experiência imersiva da música. Atualmente ocupa o espaço de compositora-educadora residente na Orquestra Sinfônica de Allentown, e na Sinfônica de Albany, nos Estados Unidos.
SERVIÇO
Esculpir o Tempo VII – Danças da Terra
- Data: 5 de julho (sábado)
- Horário: 16h
- Local: Centro Cultural Camargo Guarnieri – Rua do Anfiteatro, 109 – Cidade Universitária – Butantã
- Entrada gratuita, ingressos – clique aqui
- Recomendamos a doação agasalhos e cobertores que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social
*Estagiária sob supervisão de Mayra Moraes
Com revisão e edição da equipe de Comunicação da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP























