Cineasta Lúcia Murat fala na USP sobre filmes e direitos humanos

Diretora faz palestra nesta sexta-feira, dia 27, às 10 horas, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP

 25/06/2025 - Publicado há 9 meses
Mulher num quarto com abajur ligado.
A atriz Irene Ravache em cena do filme Que Bom Te Ver Viva, da cineasta Lúcia Murat – Foto: Reprodução/Que Bom Te Ver Viva

Arte cinematográfica dedicada a denunciar os males da ditadura militar brasileira (1964-1985). Assim pode ser classificada a obra da cineasta carioca Lúcia Murat, que nesta sexta-feira, dia 27, às 10 horas, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, fará palestra sobre a contribuição de seus filmes para a defesa dos direitos humanos. A entrada é grátis, com inscrição prévia pela internet. A palestra será transmitida ao vivo pelo canal do IEA na plataforma digital Youtube.

Mulher de cabelos claros, de óculos, sorrindo.
Lúcia Murat – Foto: Reprodução Programa 3 a 1 da TV Brasil via Wikimedia Commons / CC BY 3.0 br

Hoje com 76 anos, Lúcia Murat integrou o movimento de luta armada contra o regime militar no início dos anos 1970. Em 1971, foi presa e ficou mais de três anos encarcerada na Vila Militar e no Presídio Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, onde foi torturada. Sua filmografia é composta de 14 filmes, a maior parte deles referente aos chamados “anos de chumbo” do governo militar. Entre esses filmes estão Que Bom Te Ver Viva (1989), Quase Dois Irmãos (2004) — prêmio de Melhor Filme Ibero-Americano no Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, na Argentina —,  A Memória Que Me Contam (2013) — prêmio do Festival Internacional de Cinema de Moscou, na Rússia —, O Mensageiro (2023), baseado no período em que a cineasta ficou presa, e o recente documentário Hora do Recreio (2025), que recebeu Menção Especial do Júri Jovem na Mostra Generation 14 Plus do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

“Suas obras, em todo percurso, foram provocativas de discussões fundamentais a respeito do comprometimento com a busca constante pela verdade histórica no Brasil, tendo como fio condutor a reflexão sobre os impactos da ditadura civil-militar na sociedade brasileira”, destaca texto sobre a palestra, publicado no site do IEA. O evento tem como propósito “dialogar com trabalhos dessa importante cineasta brasileira, cuja filmografia tem sido fundamental para a compreensão aprofundada do período de exceção brasileiro e suas consequências e repercussões no presente”, ainda de acordo com o texto. Estarão presentes no evento a jornalista, escritora e ativista Amelinha Teles e a psicanalista e documentarista Miriam Chnaiderman. A organização é do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória do IEA.

A palestra da cineasta Lúcia Murat será realizada nesta sexta-feira, dia 27, às 10 horas, no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP (Rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, em São Paulo). Inscrições devem ser feitas através deste link. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do IEA na plataforma digital Youtube.


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