Campus Butantã aprova o seu Plano Diretor

O plano, diz Raquel Rolnik, tem uma diretriz muito clara de transformação urbanística do campus, preparando-o para um novo momento e para as novas discussões colocadas nas questões de uso e ocupação do solo

 27/03/2025 - Publicado há 12 meses

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Depois de um processo longo e participativo, o campus Butantã da USP finalmente aprovou o seu Plano Diretor, que tem prazo de validade pelos próximos dez anos. De acordo com a professora Raquel Rolnik, o plano tem uma diretriz muito clara de transformação urbanística do campus, preparando-o para um novo momento e para as novas discussões colocadas nas questões de uso e ocupação do solo, pautadas sobretudo pela mudança climática. E aqui a colunista faz uma série de reflexões sobre o atual estado do campus da Cidade Universitária, hoje ocupado por uma população de 33 mil árvores e de 1.600 espécies de animais, “de modo que a gente ficou com um espaço multiespécies, onde tem os humanos, que usam, trabalham, pesquisam no campus, mas também a gente tem a presença de uma natureza. Só que tem uma contradição entre o próprio modelo e essa presença e aí a grande questão é a proposta de transformação, pensando o campus a partir desse ponto de vista, pensando a partir das águas […] nós temos que mudar completamente o nosso sistema de drenagem, permitindo muito mais jardins de chuva e, sobretudo, também uma mudança central na matriz de circulação”, avalia a colunista.

Ela conta que o processo foi pensado a partir de uma leitura técnica e participativa, que envolveu mais de cem pessoas, entre professores, pós-doutores, graduandos e pesquisadores, em oito grupos de trabalho, que resultou numa avaliação crítica. No geral, contando ainda com oficinas participativas  e consultas on-line, quase quatro mil pessoas da comunidade uspiana participaram da leitura crítica e das propostas do processo, segundo a professora. “E aí foi muito possível, por exemplo, repensar toda a discussão da circulação, transformando um espaço que hoje é um espaço de deslocamento entre um ponto e outro em espaços de convivência, espaços de permanência, e toda uma circulação pensada também a partir do pedestre e do seu conforto – este também é, sem dúvida nenhuma, um dos elementos inovadores do plano, mas tem muito mais”, frisa ela.


Cidade para Todos
A coluna Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, vai ao ar quinzenalmente quinta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.

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