Amazônia mostra maior resiliência, mas alerta permanece

Publicado na revista “PNAS”, estudo aponta maior regeneração da floresta, mas reforça necessidade de proteção contínua

 Publicado: 30/04/2026 às 12:19     Atualizado: 04/05/2026 às 10:14
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Uma boa notícia pode esconder um risco — eis o paradoxo. Um estudo recente liderado pelo Ipam, com apoio da Fapesp e publicado na revista PNAS, indica que a Amazônia tem mais capacidade de regeneração do que se imaginava diante de secas, queimadas e eventos extremos.

Isso é positivo, mas pode ser mal interpretado. Há o risco de que essa resiliência seja usada como justificativa para relaxar a proteção ambiental, o que já começa a aparecer em alguns discursos.

“É importante lembrar: resiliência não é imunidade. A floresta ainda enfrenta limites e pode sofrer degradação grave se a pressão continuar,” enfatiza o colunista. A conclusão é simples, destaca o professor: “Essa boa notícia não deve reduzir o cuidado, mas reforçar a responsabilidade”.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar quinzenalmente quinta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção na Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.

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