A área selecionada contém 112 municípios com 1.690.323 moradores e uma taxa bruta de 24,2 homicídios por 100.000 habitantes. Desde 2011, a Paraíba promove o programa Paraíba Unida pela Paz, que reduziu as taxas de crimes violentos de 44 por 100.000 em 2011, para 28,6 por 100.000 em 2019 e para 26,5 em 2023. Enquanto isso, o Rio Grande do Norte teve maior redução da taxa de homicídios no Brasil entre 2022 e 2023, indo de 32,5 por 100.000 habitantes para 26,4, segundo o Atlas da Violência. Isso poderia explicar por que a área não segue a tendência do entorno.
Por outro lado, a subnotificação é um problema conhecido no Brasil. Também segundo o Atlas da Violência, em 2023, o Brasil teve 3.755 assassinatos a mais do que os registros oficiais indicam. São os “homicídios ocultos”, quando não há a identificação da intencionalidade da violência. Entre 2011 e 2021, cerca de 4.492 homicídios deixaram de ser classificados. O Rio Grande do Norte é um dos estados com alta incidência desses casos.
Para Silva, o mapeamento desta e de outras áreas, assim como o estudo e análise aprofundada dos óbitos por homicídios em outros grupos populacionais, como os povos indígenas, quilombolas e a comunidade LGBTQ+, podem ser ampliados a partir do aprimoramento das ferramentas de tratamento de dados. Com isso, seria possível ter um retrato mais preciso da violência no nível de região, estado, cidade e até bairro.
*Estagiário sob supervisão de Silvana Salles

























