
O Stac tem como missão promover estudos colaborativos entre áreas complementares, de forma a articular soluções estratégicas e inovadoras capazes de promover a prosperidade do País, a partir da agricultura tropical sustentável. O Centro de Agricultura Tropical Sustentável busca desenvolver diagnósticos e prognósticos com foco em segurança alimentar, alimento seguro e no papel do Brasil na produção e no consumo de alimentos no cenário global.
“Estes centros de pesquisa têm caráter interdisciplinar, são organizados em torno de temas estratégicos e orientados por perguntas concretas a serem respondidas. Dessa forma, conseguimos transferir o conhecimento produzido na Universidade de maneira mais ágil e efetiva. O objetivo dos centros não é substituir as escolas ou faculdades, mas complementar essa estrutura, funcionando como instâncias que facilitam e ampliam o contato da USP com a sociedade”, ressaltou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.
O secretário executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto Amorim, lembrou que “a recente assinatura da intenção de comércio internacional entre a União Europeia e o Mercosul reforça o papel no qual o Brasil, como maior exportador de produtos agrícolas processados e in natura, ocupa posição estratégica. Falar em agricultura, hoje, exige abordar a sustentabilidade ambiental, econômica e de gestão. Por isso, é essencial contar com um centro como este, capaz de compreender as questões transversais e o cerne do tema, evidenciando o alto valor agregado dos nossos produtos agrícolas, resultado de tecnologia, genética e inovação”.

Para a diretora da Esalq, Thais Vieira, “o Stac vem valorizar e potencializar as atividades desenvolvidas por docentes, pesquisadores e pós-doutorandos da escola. Por meio dele, é possível ampliar a capilaridade das ações, aumentar o volume de projetos e agilizar a formalização de convênios. Assim, torna-se fundamental para a Esalq a criação desses centros de forma integrada na área da agricultura, com foco no futuro da produção de alimentos, energia e fibras para o Brasil”.
Entre as autoridades que prestigiaram o evento estavam o coordenador do Stac, Durval Dourado Neto; o ex-ministro de Agricultura e membro do Comitê Consultivo do Stac, Roberto Rodrigues; o prefeito do Campus Luiz de Queiroz, Luciano Mendes; e a chefe do Departamento de Produção Vegetal da Esalq, Simone Mello.
CPA Citros
No mesmo dia da inauguração da sede do Stac, também foi assinado o convênio entre a Esalq, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), formalizando a criação do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros), uma parceria estratégica público-privada em benefício de um dos maiores setores produtivos do agronegócio nacional.
O CPA Citros tem a missão de desenvolver soluções científicas e tecnológicas para enfrentar os principais desafios fitossanitários da citricultura, especialmente o greening, doença que afeta os citros, além de fortalecer a sustentabilidade da cadeia produtiva.
A iniciativa prevê um investimento de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, aportados pelo Fundecitrus, com apoio dos citricultores e das indústrias de suco de laranja, e pela Fapesp, com recursos provenientes do governo do Estado de São Paulo.
Estavam presentes na cerimônia o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres; o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, o diretor-científico da Fapesp, Márcio de Castro Silva Filho; a diretora do CPA Citros, Lilian Amorim; o presidente da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), José Baldin Pinheiro; além de pesquisadores e engenheiros-agrônomos das instituições envolvidas.

Esalq Science Park
Ainda no dia 12 de janeiro, foi realizado o lançamento da pedra fundamental do Esalq Science Park, ou Parque Científico e Tecnológico A3 (Agricultura, Alimentos e Ambiente).
O parque marca o início de uma nova etapa na consolidação de um ambiente estratégico dedicado à pesquisa, à inovação e à interação entre Universidade, setor produtivo e sociedade. Vinculado à Esalq, o Parque A3 foi concebido como um espaço colaborativo voltado ao desenvolvimento de atividades intensivas em conhecimento, reunindo instituições públicas, empresas e organizações do terceiro setor. O foco prioritário está nas áreas de agricultura, alimentos e ambiente, alinhadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela escola.
O Esalq Science Park terá como objetivo impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico por meio da atração de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, do estímulo à cooperação universidade-empresa e do apoio à criação de produtos, processos e serviços inovadores. A iniciativa busca fomentar o empreendedorismo acadêmico e contribuir para a formação diferenciada de estudantes de graduação e pós-graduação, fortalecendo a transferência de tecnologia e a geração de impacto positivo para a sociedade.
“Hoje, a região de Piracicaba já enfrenta uma saturação de espaços adequados para acolher startups, o que evidencia a importância desse novo empreendimento. Os nossos futuros parceiros poderão oferecer estágios, empregar nossos egressos e colaborar diretamente com os pesquisadores da Esalq. Essa interação permitirá processos de cocriação e codesenvolvimento de novas tecnologias e soluções voltadas à agricultura, à produção de alimentos e à mitigação dos impactos ambientais das atividades produtivas”, explica a diretora da Esalq, Thais Vieira.
Com a instalação do novo parque, a Incubadora Tecnológica da Esalq (EsalqTec), em funcionamento desde 1994, passa a integrar o Parque A3, ampliando sua atuação dentro de um arranjo institucional mais amplo, voltado ao ecossistema de inovação.


























