Em relação às previsões para uma melhora, Roever aponta esperar que mudanças sejam feitas, mas ressalta que isso depende de diversos fatores, como a capacidade financeira de cada país expandir a cobertura vacinal.
Crianças menores de 1 ano que cumpriram a rotina da vacinação infantil – medida por aquelas que não tomaram a primeira dose da tríplice bacteriana (DTP1) – são entendidas como crianças com dose zero.
Durante o período analisado, o Brasil estava entre os oito países que concentram mais crianças nessa condição, além dele estão: Nigéria, Índia, República Democrática do Congo, Etiópia, Somália, Sudão e Indonésia. Atualmente, apesar de uma melhora, o País ocupa a 17º posição da lista.
Para Roever, isso pode ser explicado pelas condições de vulnerabilidade desses países, que possivelmente possuem sistemas de imunização ineficientes devido à falta de recurso financeiro. Além disso, ele pontua fatores como a falta de acesso e confiança nos sistemas de saúde e de informação como fatores destes números.
A pesquisa ainda destaca que, quando comparados os dados durante as mais de quatro décadas, as tendências em longo prazo mascaram os desafios mais recentes, isso porque a cobertura das vacinas originais do Programa Essencial de Imunização quase dobrou durante o período analisado, porém os ganhos de cobertura diminuíram entre 2010 e 2019 em diversas localidades.
A pandemia da covid-19 tornou os desafios ainda mais intensos. As taxas da cobertura vacinal que caíram em 2020 ainda não haviam retornado aos padrões anteriores em 2023. Segundo o artigo, a contagem de crianças com dose zero atingiu um pico durante a pandemia da covid-19.
As maiores reduções entre 2019 – último ano pré-pandêmico – e 2023 foram estimadas para a cobertura de vacinação contra a poliomielite tipo 3 e as menores reduções para a primeira dose da vacina contra a tríplice bacteriana.
O trabalho completo pode ser acessado neste link.
Mais informações no relatório Agenda de Imunização 2030: Uma Estratégia Global para Não Deixar Ninguém para Trás, da OMS.
*Estagiária sob orientação de Luiza Caires
**Estagiária sob orientação de Moisés Dorado

























