Colunista comenta lançamento do livro póstumo “Como Salvar a Amazônia”

Carlos Eduardo Lins da Silva realça a importância da obra como alerta para chamar a atenção para os problemas que ocorrem na região amazônica

 02/06/2025 - Publicado há 10 meses

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Carlos Eduardo Lins da Silva comenta o lançamento recente do livro Como Salvar a Amazônia, do jornalista britânico (ex-correspondente do jornal The Guardian no Brasil) Dom Phillips, obra póstuma que reúne a colaboração de outros dez jornalistas que, coordenados pela viúva do autor, Alessandra Sampaio, se uniram para completar o trabalho deixado incompleto por Phillips, que foi brutalmente assassinado, juntamente com o indigenista Bruno Pereira. Ele havia escrito apenas quatro capítulos do livro, cuja conclusão só foi possível porque havia deixado anotações que serviram de base para os demais jornalistas. “Ele (Dom Phillips) pretendia mostrar que, para a Amazônia poder ser ajudada, é preciso que haja um trabalho de mobilização de muitas pessoas, um trabalho coletivo, e foi isso o que acabou acontecendo, embora ele evidentemente não pudesse prever que nada disso viria a ocorrer.” Quando morreram, Phillips e Pereira trabalhavam no Vale do Jaguari, no Amazonas, e tentavam levantar informações sobre processos de pesca ilegal, entre outras ilegalidades que ocorrem naquela região.

O colunista realça a importância do livro ter sido finalizado e publicado no Brasil e informa que, ao adquirir seu exemplar, os leitores poderão contribuir para levantar fundos para o Instituto Dom Phillips, uma iniciativa da viúva do jornalista assassinado com o intuito de ajudar a preservar a Amazônia. Lins da Silva espera que eventos como a COP 30, prevista para ser realizada em novembro, em Belém do Pará, ajudem a comunidade internacional a saber mais sobre os problemas enfrentados pela região amazônica. “A cobertura da Amazônia, evidentemente, é importante no Brasil há muito tempo, mas eu acho que há espaço para se fazer muito mais – não são muitos os jornais brasileiros que mantêm correspondentes permanentes na Amazônia […] e a COP 30 é um chamariz que pode ajudar a disseminar as informações a respeito da Amazônia, que o Dom Phillips ajudou a coletar.”


Horizontes do Jornalismo
A coluna Horizontes do Jornalismo, com o professor Carlos Eduardo Lins da Silva, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção  da Rádio USP,  Jornal da USP e TV USP.

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