
O novo chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo (Eresp), embaixador Nelson Antonio Tabajara de Oliveira, realizou, no dia 20 de março, uma visita à Reitoria da USP. Na ocasião, foi recebido pelo reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, com quem discutiu possibilidades de cooperação acadêmica entre as instituições.
O encontro teve como foco o fortalecimento da interação entre a Universidade e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com destaque para ações de internacionalização do ensino superior, a diplomacia científica e o intercâmbio de pesquisadores e estudantes.
Para o reitor, a visita do diplomata representa uma oportunidade para a ampliação da participação internacional da USP. Carlotti apresentou algumas das iniciativas mais recentes nesta área: “Nos últimos meses tivemos ações bastante relevantes com o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês) e com a Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo. Também estamos inaugurando o Centro USP-China e firmamos um acordo com a Viva Technology, para a participação em um dos principais eventos de tecnologia e startups da Europa em junho deste ano”.
Ele mencionou que a Universidade tem recebido diversos chefes de estado interessados em ampliar parcerias: “Desde o ano passado, já recebemos figuras como o primeiro-ministro do Japão, Kishida Fumio; a princesa Astrid, da Bélgica; o presidente da França, Emmanuel Macron, e, em breve, receberemos o príncipe Alberto II, de Mônaco. Nosso compromisso é continuar expandindo a presença no cenário global, e essa aproximação com o MRE abre novas possibilidades para colaboração em pesquisa e na formação de profissionais qualificados para atuar em um contexto internacional”, destacou o reitor.
O embaixador, que assumiu recentemente a chefia do Eresp, comentou a respeito das particularidades das estruturas diplomáticas e como elas podem contribuir: “As embaixadas costumam reproduzir os setores dos governos que representam, de modo que, além do viés mais político, também têm forte atuação em assuntos de ciência, tecnologia ou comércio, por exemplo”, explicou, lembrando que o Itamaraty também tem, em sua área de ciência e tecnologia, uma preocupação com o movimento conhecido como fuga de cérebros, quando um grande número de talentos acaba se estabelecendo em instituições estrangeiras.
Oliveira ressaltou, ainda, a relevância da USP no cenário acadêmico e científico internacional e reforçou o interesse do Ministério das Relações Exteriores em aprofundar o diálogo com a Universidade. “O Brasil tem uma boa imagem acadêmica no mundo e a USP, em especial, costuma atrair a atenção de governos e instituições com apreço e interesse pela ciência. Esta é uma instituição que tem papel fundamental na produção do conhecimento e na formação de talentos que podem contribuir para a inserção do Brasil no mundo, e isso tem sido muito reconhecido em todas as regiões”, afirmou.
O presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Sergio Persival Baroncini Proença, também participou da reunião e expôs uma série de dados a respeito das tratativas internacionais que vêm sendo feitas.


























