Editoras discutirão os desafios de divulgar histórias LGBTQIA+

O bate-papo será entre as criadoras de editoras independentes Luciana Benatti e Paula Curi, com mediação do pesquisador Alex Francisco, autor do livro “Páginas Coloridas”, publicado pela editora Com-Arte

 07/03/2025 - Publicado há 2 anos
Apesar de encontrarem desafios, de acordo com o pesquisador Alex Francisco, há editoras LGBTQIA+ independentes que conseguem continuar funcionando – Foto: Freepik

O bate-papo Mulheres que Publicam Histórias LGBTQIAPN+ acontecerá no próximo sábado, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O encontro terá lugar na Livraria Ponta de Lança, em São Paulo, a partir das 19 horas. As convidadas serão Luciana Benatti e Paula Curi, que falarão sobre as experiências e os desafios de publicar livros que tratam sobre diversidade sexual e de gênero. O mediador da conversa, Alex Francisco, é autor do livro Páginas Coloridas, publicado pela Com-Arte, editora laboratório do curso de Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O evento é aberto ao público. 

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Imagem: Reprodução da capa do livro Anywhere

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As palestrantes possuem experiência em manter projetos de publicação de livros sobre diversidade. Paula Curi é editora da casa editorial Palavra Expressões e Letras (PEL), que publica livros de autores independentes e que tratam sobre diversidade sexual e de gênero. A Editora PEL existe desde 2015 e contrata pessoas LGBTQIA+ e simpatizantes. Já Luciana Benatti foi editora da Dita Livros, criada em 2019 para publicar títulos de não ficção escritos por mulheres, e que, depois, ampliou também para autores LGBTQIA+. A Dita Livros fechou em 2023 pois “se tornou financeiramente inviável”, de acordo com o Instagram do projeto.

Alex Francisco, que mediará o debate, publicou o livro Páginas Coloridas em dezembro de 2024. Resultado de uma pesquisa de mestrado em Ciências da Comunicação na ECA, o autor analisou o papel das editoras independentes LGBTQIA+ na promoção da diversidade no Brasil. Segundo Francisco, apesar do País ser intolerante com essa parcela da população, os comunicadores conseguem alcançar um público leitor não só da comunidade LGBTQIA+, mas também de fora dela.

De acordo com o mediador, a maior parte das pessoas que coordenam essas editoras são mulheres lésbicas ou com relações homoafetivas. Muitas vezes, elas realizam duplas jornadas de trabalho. O motivo para a criação das casas editoriais independentes é a invisibilização de pautas como diversidade sexual por parte das grandes editoras, de acordo com o especialista. São os casos de Luciana Benatti e Paula Curi, que deixam o lucro em segundo plano e focam na disseminação de livros diversos e na contratação de pessoas LGBTQIA+.

Evento: Mulheres que Publicam Histórias LGBTQIAPN+

Local: Livraria Ponta de Lança, Rua Aureliano Coutinho, 26, Vila Buarque, São Paulo – SP

Dia e horário: 8 de março, às 19 horas

Entrada livre e gratuita


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