Na coluna desta semana, Luli Radfahrer comenta que a maior parte das pessoas não tem vício digital, mas sim um problema de comportamento, “talvez um mau hábito, talvez uma dependência do telefone, uma ansiedade etc.”. O professor explica que o vício digital é uma coisa super séria. “É uma dependência excessiva dos dispositivos eletrônicos e da internet, muito parecida com outros tipos de dependência. Aquele tipo que deixa a pessoa ansiosa quando não usa a tecnologia.”
Para o colunista, as relações pessoais e profissionais começam a ficar prejudicadas, porque a pessoa perde interesse nas atividades off-line. “É muito parecido com outros vícios comportamentais como o vício em jogo. Isso porque as redes sociais foram projetadas para serem viciantes. “Elas são projetadas, que nem aquelas maquininhas de cassino, para estimular a liberação de dopamina no cérebro”, explica.
O professor alerta que, embora essa dependência afete pessoas de todas as idades, os adolescentes e jovens adultos são mais vulneráveis, “porque estão com o cérebro ainda em formação e já têm uma vida social”. Mas comenta que adultos de meia idade, principalmente aqueles que acabaram de se aposentar ou começaram a ficar isolados, também merecem atenção. “A gente tem que estabelecer limites claros, como horário específico para uso de dispositivos, zonas livres de tecnologia em casa e zonas em que a máquina não entra”. Para Radfahrer, a ajuda profissional é fundamental “quando um familiar, amigo, um companheiro percebe que a pessoa perdeu o controle sobre o uso da tecnologia, tem sintomas de ansiedade ou depressão relacionados ao uso da abstinência digital ou quando as tentativas de reduzir o uso por conta própria não são bem sucedidas.”
Datacracia
Com o Prof. Luli Radfahrer
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9 ), com produção da Rádio USP Jornal da USP e TV USP.


























