Durante um encontro no Rio de Janeiro sobre controle do tabagismo, especialistas demonstraram preocupação com o aumento de quase 20% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024, além da crescente presença de cigarros eletrônicos, mesmo sendo proibidos pela Anvisa.
Foi discutido um estudo associado à Universidade de São Paulo e financiado pela indústria do tabaco, que defende a legalização do cigarro eletrônico sob o argumento de reduzir o comércio ilegal e aumentar a arrecadação. No entanto, o texto critica essa posição, destacando que a proibição ainda limita o consumo no País.
Do ponto de vista da saúde, há alerta para o surgimento de doenças pulmonares precoces, como a Evali, além do aumento do fumo passivo. O autor acusa a indústria de omitir esses riscos, repetindo práticas históricas do cigarro tradicional, e questiona a parceria com instituições acadêmicas.
O cigarro eletrônico representa um risco crescente à saúde pública, e sua liberação pode ampliar ainda mais os danos, apesar dos interesses econômicos envolvidos.
Dr. Bartô e os Doutores da Saúde
Com o Prof. João Paulo Lotufo
A coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, com o professor João Paulo Lotufo, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.



























