Na entrevista desta quinta-feira (26) no podcast Os Novos Cientistas, a pesquisadora Jerusa Machado Gomes falou sobre o seu estudo Brincar na encruzilhada: as experiências das crianças negras na roda de samba do pagode na disciplina. A pesquisa teve a orientação da professora Soraia Chung Saura e partiu da observação da autora na participação de crianças que frequentam o “Pagode da Disciplina”, uma roda de samba que acontece todo último domingo de cada mês, no Jardim Miriam, na zona sul de São Paulo.
Segundo Jerusa, a pesquisa se insere nos campos da Educação, Cultura e História. “Frequento muitas comunidades de samba e sempre fiquei atenta ao comportamento das crianças levadas por seus pais a esses espaços. Enquanto umas brincavam, corriam, outras sambavam, querendo tocar algum instrumento”, contou.
A pesquisa partiu de um resgate da infância da própria pesquisadora, quando era levada pelos pais às rodas de samba da Escola de Samba Vai Vai. Ela citou que as rodas de samba, além de proporcionar diversão e lazer, são fundamentais para a transmissão de valores ancestrais e identidade cultural. “Os saberes são passados de uma forma natural e há um cuidado para com as crianças. Temos um ‘aquilombamento’ de acolhimento com os pequenos, adultos e idosos”, descreveu Jerusa.
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