O 1º Congresso Internacional de Emissoras Públicas, realizado nos dias 21 e 22 de maio na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, reuniu especialistas de 13 países para debater os rumos da comunicação pública diante das transformações tecnológicas, políticas e institucionais.
Promovido pela Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP, com apoio da Rádio e TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta e da Rede Universitária de Rádios Brasileiras (Rubra), o evento colocou em pauta os caminhos para fortalecer a legitimidade, a autonomia e a relevância das emissoras públicas em diferentes contextos regionais.
Uma das mesas abordou o debate conceitual e institucional sobre o que significa ser uma emissora pública em países da América Latina e da África, onde frequentemente se confunde o público com o estatal. Com mediação da professora Natalí Schejtman (Universidad Torcuato Di Tella, Argentina), participaram Alonso Millán Zepeda (Canal 22, México), Maíra Bittencourt (UFS, Brasil), Neto de Almeida Júnior Gaspar (TPA, Angola) e Sergio Matusse (TV Moçambique).
“A discussão sobre se os meios são públicos ou estatais é a base para entender por que eles precisam ser confiáveis e merecer a confiança do público”, afirmou Natalí Schejtman. “Mesmo sendo uma definição normativa, é essencial voltar a essas perguntas em um contexto geral de desconfiança em relação aos meios de comunicação”.
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Outro painel reuniu representantes de emissoras de diversos continentes para discutir como as organizações públicas de mídia estão se adaptando ao ambiente digital. O debate, mediado por Álvaro Bufarah Júnior (Universidade Presbiteriana Mackenzie), trouxe experiências da América do Sul, Europa e Estados Unidos, com Carlos Muñoz (Uruguai), Elcio Ramalho (RFI/França), Mirta Lourenço (Unesco) e Ricardo Sandoval-Palos (PBS/EUA).
“Enquanto a gente não tiver um financiamento garantido público para as emissoras, a gente não vai ter essa continuidade, uma garantia de continuidade de trabalho”, afirmou Maíra Bittencourt, superintendente de Comunicação da Universidade Federal de Sergipe. “O grande diferencial da comunicação pública também está nesse pertencimento, nesse estar no território, dialogar com aquelas pessoas, com aquela cultura local.”
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A programação também incluiu discussões sobre inovação tecnológica, sustentabilidade financeira, independência editorial e a importância de políticas públicas que assegurem a autonomia e a missão educativa e democrática das emissoras.
Os vídeos completos das mesas do 1º Congresso Internacional de Emissoras Públicas estão disponíveis no Canal USP.

























