USP recebe presidente da Île-de-France e quer ampliar cooperação acadêmica com a França

A Île-de-France é a região mais populosa e economicamente mais importante da França, onde se localiza Paris, a capital do país, e onde estão algumas das mais renomadas universidades e centros de pesquisa da Europa

 26/02/2026 - Publicado há 5 meses     Atualizado: 02/03/2026 às 16:01
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(Da esq. p/ dir.) O reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado, a presidente Valérie Pécresse e o embaixador Emmanuel Lenain – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

 

O reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado recebeu, no dia 25 de fevereiro, a presidente da Região Île-de-France, Valérie Pécresse. A autoridade francesa estava acompanhada do embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain; da cônsul-geral da França em São Paulo, Alexandra Mias; e de representantes do governo daquele país. O encontro foi realizado no prédio da Reitoria, em São Paulo.

Também participaram da reunião o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Marco Antonio Zago, e o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Carlos Gilberto Carlotti Junior, além do diretor da École Nationale Supérieure de Chimie de Paris (Chimie/PSL) e um dos coordenadores do Centro USP-PSL, Christian Lerminiaux.

A Île-de-France é a região mais populosa e economicamente mais importante da França. É onde se localiza Paris, a capital do país, e onde estão algumas das mais renomadas universidades e centros de pesquisa da Europa, como a Université Paris Sciences et Lettres (PSL) e a Sorbonne Université. Possui uma grande comunidade de origem portuguesa e brasileira, sendo considerado um dos maiores polos lusófonos fora dos países de língua portuguesa.

“Esta região da França é um pouco singular, porque somos a primeira região no mundo de pessoas que falam português fora de um país de língua portuguesa. Isso porque recebemos muitos imigrantes portugueses e, agora também, cerca de uma centena de milhares de brasileiros. Assim, somos uma região que fala muito português e, desde que sou presidente, aumentamos as seções internacionais portuguesas [programas públicos dentro de escolas francesas que oferecem ensino reforçado em língua portuguesa e cultura dos países lusófonos integrados ao currículo francês]. Agora temos 17 dessas seções internacionais portuguesas. Portanto, temos muitos jovens que estão realmente preparados para uma parceria com o Brasil e com a Universidade”, afirmou Valérie.

O reitor da USP destacou que a presença francesa foi marcante na fundação da USP, em 1934, com a vinda de professores da chamada Missão Francesa, “que veio a São Paulo para estruturar a então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Dela fizeram parte, por exemplo, nomes como Roger Bastide e Claude Levi-Strauss, professores que tiveram papel decisivo na formação das ciências humanas e sociais no Brasil”.

“Desde então, temos tido o privilégio de manter esse intercâmbio de maneira forte, com mobilidades estudantis nos vários níveis, tanto na graduação quanto na pós-graduação, e receber muitos professores, professoras, pesquisadores e pesquisadoras de instituições francesas”, considerou.

(Da esq. p/ dir.) A presidente da Choose Paris Region, Alexandra Dublanche; a presidente Valérie Pécresse e o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, na cerimônia de assinatura da carta de intenção – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

 

Segurado citou as recentes iniciativas da USP, em parceria com instituições francesas, como o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), o Institut National de Recherche pour L’Agriculture, l’Alimentation et L’Environnement (INRAe), o Institut Pasteur e a PSL, para a criação de centros internacionais em conjunto.

“Recebê-la neste momento é, para nós, uma grande alegria, para que possamos explorar novas oportunidades para avançar na mobilidade de estudantes, no intercâmbio de pesquisadores e na elaboração de protocolos conjuntos de investigação nas várias áreas de pesquisa que possam ser do interesse da região Île-de-France e da USP. Temos hoje o entendimento de que a internacionalização acadêmica não pode mais ser considerada como um prêmio de excelência a alguns alunos. No século 21, ela se tornou uma necessidade para a formação integral de nossos alunos e alunas que pretendem assumir posições de liderança nas diferentes áreas do conhecimento na vida profissional do nosso país. Os desafios hoje são naturalmente globais, eles não guardam e não respeitam quaisquer fronteiras nacionais”, ressaltou o reitor da USP.

Na ocasião também foi assinada uma carta de intenção entre a Região de Paris da República Francesa e a Fapesp, para fortalecer colaborações científicas e financiar a mobilidade de pesquisadores. Também foi assinado um acordo com a PSL, para “promover ações concretas voltadas ao compartilhamento de experiências relacionadas à colaboração acadêmica e aos ecossistemas de inovação”, conforme consta no documento.

Dirigentes da USP e da Fapesp e representantes diplomáticos e da região Île-de-France participaram da cerimônia de assinatura dos convênios – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

 


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