Curso comunitário promove bem-estar por meio de práticas aquáticas adaptadas

Público-alvo são pessoas com deficiência visual, sequelas de AVC e Parkinson. Há vagas remanescentes para o segundo semestre

 24/07/2025 - Publicado há 8 meses
A proposta é unir saúde, aprendizado e integração social por meio das atividades aquáticas adaptadas – Foto: Paula Bassi

A Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP receberá inscrições até o próximo dia 31 de julho para o curso comunitário Atividades Aquáticas Inclusivas. O programa é coordenado pelos professores Otávio Luis Piva da Cunha Furtado e Sergio Roberto Silveira e oferece uma proposta voltada para a promoção da saúde e da inclusão por meio de atividades aquáticas. A iniciativa é direcionada a pessoas com deficiência visual, sequelas de acidente vascular cerebral e doença de Parkinson. O objetivo é criar um ambiente seguro e acolhedor para o desenvolvimento físico e social dos participantes.

Otávio Luis Piva da Cunha Furtado – Foto: Arquivo pessoal

O curso contempla exercícios de adaptação ao meio líquido, condicionamento físico e aprendizagem dos quatro estilos de nado (crawl, costas, peito e borboleta), respeitando os limites e potencialidades individuais dos participantes. O ambiente aquático é explorado como um espaço seguro e acolhedor para o desenvolvimento corporal e social.

“A inclusão [no curso] é extremamente boa, porque ajuda no cognitivo e tem me ajudado muito no equilíbrio. Antes de eu começar na terapia aquática, eu estava caindo demais [por conta das sequelas de AVC], e isso tem sido muito bom para mim”, compartilhou uma das participantes do curso.

Os participantes relatam melhora na qualidade de vida e na saúde mental após o início das atividades inclusivas – Foto: Paula Bassi

Além do aspecto prático e comunitário, o curso também possui uma forte vertente acadêmica. Estudantes de pós-graduação participam das atividades por meio de entrevistas com os praticantes, como parte de uma formação prática e investigativa. Já alunos da disciplina de graduação Educação Física Adaptada podem acompanhar as aulas em atividades de observação, aprofundando o conhecimento sobre as especificidades da atuação com grupos especiais.

Sergio Roberto Silveira – Foto: Arquivo pessoal

O professor Otávio também comenta que, futuramente, a intenção é abrir uma segunda turma para expandir para participantes com deficiências físicas, sensoriais, intelectuais, TEA e qualquer outro tipo que possa se interessar pela experiência no contexto da piscina.

Os interessados em participar do curso devem preencher o formulário disponível aqui e aguardar contato.

O curso Atividades Aquáticas Inclusivas e outros cursos comunitários abrem vagas semestralmente e podem ser acompanhados em nosso site clicando aqui.

Texto de Guilherme Ike, estagiário sob a supervisão de Paula Bassi, da Seção de Relações Institucionais e Comunicação da EEFE-USP

 


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