A professora Giselle Beiguelman está apresentando, no Centro Cultural Banco do Brasil, a exposição Beleza Corrosiva, que combina uma grande videoinstalação com uma estação de recolhimento de coleta de lixo eletrônico. “É uma obra participativa que transita entre a distopia da catástrofe ecológica e a utopia de pactos coletivos que possam contribuir com um mundo melhor”, explica a colunista, que acrescenta o fato de o vídeo ter sido criado inteiramente com inteligência artificial, no contexto de um grupo de artistas internacionais que a OpenAI organizou para testar e desenvolver essa ferramenta. Ela prossegue: “Esse vídeo, Beleza Corrosiva, mergulha em paisagens onde raízes se enroscam em cabos, flores desabrocham em placas-mãe corroídas e folhas metálicas refletem um sol que já não aquece enquanto boiam em um caudaloso rio contaminado por óleo e outros resíduos”. Giselle destaca que no espaço expositivo há uma estação de coleta de lixo eletrônico, que permite aos visitantes doarem esse tipo de lixo durante a exposição e, dessa forma, participarem da obra.
“Esse lixo doado pelo público durante a exposição é incorporado fisicamente à instalação, criando uma obra viva ou de certa forma moribunda, que pulsa entre a obsolescência e a renovação, compondo aí uma espécie de aviso, de alerta, sobre a nossa atual situação em que a vida sobrevive, apesar da tecnologia, e não por causa dela.” A colunista observa, contudo, que pilhas não são aceitas como doação. Beleza Corrosiva permanece em cartaz até o dia 22 de junho e faz parte da exposição Movimentos Miméticos. A visitação é feita de segunda a domingo, exceto às terças-feiras, das 10h às 18h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112).
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Ouvir Imagens
Com o Profa. Giselle Beiguelman
A coluna Ouvir Imagens, com a professora Giselle Beiguelman, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP



























