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Ampliar fronteiras, consolidar parcerias e oferecer uma formação mais conectada com o mundo: a internacionalização é uma das principais estratégias da USP para fortalecer sua excelência acadêmica e seu papel de destaque no ensino superior. Na busca por aprofundar esse processo, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) realizou a terceira edição do Encontro dos Escritórios de Internacionalização da USP, reunindo representantes de unidades de diferentes áreas e campi.
Durante dois dias de atividades, houve troca de experiências, alinhamento de estratégias e procedimentos para tornar a USP ainda mais conectada com o cenário acadêmico global. “A internacionalização é um trabalho tocado pelos escritórios de internacionalização de cada uma das 42 unidades da Universidade. Então, é muito importante conectar essas pessoas que fazem a coisa acontecer”, explica Ana Oneide Sales, organizadora do evento e coordenadora do Escritório de Relações Internacionais do ICMC.
A programação do encontro incluiu mesas sobre convênios e mobilidade acadêmica, boas práticas de recepção de estudantes estrangeiros e o papel da pós-graduação e dos centros de pesquisa na construção de pontes internacionais.
Entre as demandas mais discutidas durante o evento está a ampliação da oferta de disciplinas em inglês para alunos de graduação. Enquanto a pós-graduação da USP já conta com uma grade razoável de disciplinas internacionais, a graduação ainda carece de uma estrutura mais consolidada. Isso tem impacto direto na mobilidade de estudantes estrangeiros que desejam estudar no Brasil e também no planejamento dos próprios cursos. “Quando um aluno decide fazer mobilidade, ele começa a planejar isso com, pelo menos, um ano de antecedência. Ter uma grade fixa de disciplinas em inglês facilita esse processo”, explica Ana Oneide.
Repertório cultural
Mais do que números e convênios, a internacionalização transforma vidas. Ter colegas estrangeiros em sala de aula não apenas amplia o repertório cultural dos estudantes brasileiros como também abre portas para colaborações acadêmicas futuras. “O aluno que vem do exterior pode virar um pesquisador parceiro, um elo com a instituição dele. E o aluno brasileiro que se conecta com colegas de fora amplia sua rede de cooperação, o que pode ser essencial para futuras experiências de intercâmbio ou pesquisa”, diz Ana.
Esse processo de intercâmbio vai muito além do idioma, como explica a organizadora do evento: “Envolve convivência com diferentes culturas, tolerância, diversidade e a valorização da própria identidade. É uma via de mão dupla: os estrangeiros conhecem a nossa cultura, e os nossos alunos se tornam mais preparados para lidar com o mundo. Isso impacta diretamente na formação deles como cidadãos e profissionais.”.
Como desdobramento do encontro, serão criados grupos de trabalho (GTs) formados por representantes de diferentes unidades da USP. A proposta é que esses GTs discutam temas como fluxo de convênios, recepção de estudantes, padronização de procedimentos e melhorias nos sistemas eletrônicos. Um relatório com os encaminhamentos será enviado à presidência da Aucani, escritório internacional da USP responsável por gerenciar a cooperação acadêmica nacional e internacional de toda a Universidade. O presidente da agência, professor Sergio Persival Baroncini Proença, também participou do encerramento do evento.
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Texto: Gabriele Maciel, da Assessoria de Comunicação do ICMC

























