Participantes de seminário compartilharão saberes sobre experiências de educação em prisões no Brasil, na Argentina, no Uruguai e nos Estados Unidos – Foto: Keila Oliveira/Agepen – MS
No dia 25 de abril, a Faculdade de Direito (FD) da USP recebe o Seminário Internacional de Educação e Prisões. O encontro reúne estudiosos e líderes de iniciativas que promovem a comunicação e atividades educativas dentro de instituições de privação de liberdade, no Brasil e no exterior.
O seminário acontecerá no prédio da FD no Largo de São Francisco, no centro de São Paulo. As inscrições são gratuitas, abertas a todo o público e podem ser realizadas pelo link. O cronograma conta com palestras e mesas de conversa na parte da manhã e da noite. A programação completa pode ser consultada pelas redes sociais do Grupo de Diálogo Universidade, Cárcere e Comunidade (GDUCC).
O evento foi idealizado por Sérgio Salomão Shecaira, professor de Criminologia na FD. Shecaira é cofundador e atual coordenador do GDUCC, grupo de extensão universitária que visita unidades prisionais e da Fundação Casa para promover um diálogo horizontal e integrativo com pessoas em privação de liberdade.
Sérgio Salomão Shecaira é coordenador do GDUCC e idealizador do evento - Foto: FD-USP
“O GDUCC não é a única extensão que vai para o cárcere. Então, estamos promovendo esse esforço internacional para a gente ouvir experiências da Argentina, do Uruguai, dos Estados Unidos e do Brasil. Vamos dar voz também a pessoas que saíram do cárcere. Uma das convidadas é uma mulher trans que saiu do cárcere e hoje está no Humanitas, ONG que atua em prisões”, comenta ele.
Izabella Araújo é mestranda em Criminologia sob orientação de Shecaira, e coordena a turma do GDUCC que promove atividades com adultos. Ela pontua que o acesso à educação é um direito fundamental do cidadão e é o principal caminho para a reintegração social de ex-detentos.
“Para além de se produzir conhecimento sobre a realidade das unidades prisionais, é necessário também debater e questionar qual a forma de educação que se está oferecendo e estimulando, bem como quais seriam as outras possibilidades e seus reais efeitos perante a população carcerária”, completa a advogada.
*Estagiária sob supervisão de Silvana Salles




























