
.
O boletim Dia e Noite com as Estrelas, na edição de fevereiro, traz a gravidade e urgência em torno do aquecimento global, aviso que a comunidade científica fala há anos sobre as mudanças climáticas. O ano de 2024 foi o ano mais quente da história e 2025 começou com alertas da defesa civil, conforme aponta o boletim. A publicação está disponível gratuitamente neste link.
Produzido por estudantes da USP e coordenado por Ramachrisna Teixeira, com a colaboração de Roberto Boczko, ambos professores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), a produção tem a proposta de oferecer conteúdo científico sobre temas atuais em uma linguagem acessível.
A última edição explica sobre uma reconstrução histórica do clima da Terra. Inicialmente, o planeta era uma grande massa rochosa com temperaturas extremamente elevadas, passando depois por várias eras glaciais até atingir o clima atual. No entanto, a variação climática observada desde a Primeira Revolução Industrial não segue um padrão natural: um gráfico climático evidencia um aumento significativo da temperatura nos últimos 70 anos.

A publicação também fala sobre as causas desse fenômeno, que começam justamente nos anos 60. A emissão de gases do efeito estufa nunca foi tão grande, explica no texto Luiza Correa, do IAG. Os setores que mais emitem gases poluentes são a pecuária e o setor energético, enquanto a humanidade ainda engatinha em direção ao desenvolvimento de fontes de energia sustentável. Segundo Luiza, o Brasil está entre os seis maiores emissores (junto da China, Estados Unidos, União Europeia e Rússia), que juntos são responsáveis por mais da metade da emissão de gases.
As consequências dessas ações já podem ser observadas por nós e são compiladas no boletim. “Degelo acelerado de geleiras dos polos e montanhas, elevação do nível do mar, ondas de calor, secas, incêndios florestais e tempestades mais intensas e frequentes, todos esses fenômenos são sentidos no nosso dia a dia. É possível minimizá-los e os caminhos já estão postos: ciência e tecnologia por um lado e radical alteração em nosso comportamento de vida e organização da sociedade”, destaca Ramachrisna Teixeira na publicação. O texto ainda levanta questionamentos: a humanidade é capaz disso? Os donos do mundo renunciarão a seus lucros e poderes? Os tratados internacionais, em princípio, deveriam mobilizar todos os países na direção de um objetivo, mas as últimas movimentações de alguns líderes mundiais parecem ir na direção oposta, aponta o autor.
Outra matéria traz o universo distópico da série The Last of Us. Na obra, o mundo vive um apocalipse zumbi causado pelo fungo parasita Cordyceps. No mundo real, esse fungo infecta “somente a formigas, por ser biologicamente acostumado com a temperatura corporal desses seres vivos”, destaca Malu Carvalho, autora do texto. Contudo, na série, o aquecimento global fez esses seres evoluírem e serem capazes de parasitar humanos.
Para ler o boletim na íntegra e ver outras edições do Dia e Noites com as Estrelas clique aqui. Caso queira recebê-lo diretamente, inscreva-se na lista de transmissão. Mais informações pelo e-mail contatodncestrelas@gmail.com.
.
* Estagiário sob supervisão de Thais Helena Santos
.


























