Professor da USP recebe reconhecimento da comunidade internacional de engenharia oceânica e offshore

Professor Celso Pupo Pesce, da Escola Politécnica da USP, recebeu reconhecimento da American Society of Mechanical Engineers, uma das mais antigas do mundo nesta categoria

 22/01/2026 - Publicado há 6 meses
Professor Celso Pesce, da Escola Politécnica da USP – Foto: Divulgação/Poli USP

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A American Society of Mechanical Engineers (Asme) anunciou o reconhecimento do professor Celso Pupo Pesce, da Escola Politécnica (Poli) da USP, por suas contribuições à engenharia oceânica e offshore, área que projeta, constrói e mantém estruturas e sistemas no mar, como plataformas de petróleo, navios, portos, turbinas eólicas offshore e equipamentos submersos, considerando segurança, resistência a intempéries e eficiência em ambientes marítimos. A premiação celebrou os seis anos de dedicação ao comitê executivo da Ocean, Offshore, and Arctic Engineering Division (OOAE), trajetória que incluiu a presidência no período de 2024 a 2025. A divisão é responsável pela promoção da International Ocean Offshore and Arctic Engineering Conference (Omae), evento que reúne cerca de mil especialistas na área de engenharia oceânica e offshore e que tem contado com a participação de Pesce ao longo dos últimos 25 anos.

“A American Society of Mechanical Engineers é uma das mais antigas do mundo nesta categoria, fundada em 1880, e tem alcance mundial, com milhares de associados por todo o mundo. Essas sociedades profissionais têm também um forte caráter de desenvolvimento científico e tecnológico. É uma associação muito forte e apoia estudos acadêmicos, com bolsas e prêmios”, explica Pesce.

Documento de reconhecimento da Asme ao professor Celso Pesce – Foto: Divulgação/Poli USP

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A edição de 2026 da conferência será realizada em Tóquio, tendo o professor da USP na presidência do comitê de programação técnico-científica. Neste ano, um simpósio especial ocorrerá em homenagem ao professor Kazuo Nishimoto, também da Poli.

Pesce destaca que a atividade docente em instituições como a Asme é uma forma de extensão universitária e de internacionalização. “Isso é muito importante não só para a carreira do professor, como para o ensino de graduação e pós-graduação, por estabelecer contatos internacionais e levar o nome da sua universidade, principalmente quando o pesquisador participa dos grupos de trabalho e das comissões.”

O professor relata que há diversos grupos de pesquisa da Poli que contribuem com a divisão oceânica da Asme. Esses grupos emergiram entre as décadas de 1980 e 1990, atuando particularmente com a Petrobras em projetos de pesquisa e desenvolvimento, e deram origem a diversos laboratórios, como o Laboratório de Mecânica Offshore e o Tanque de Provas Numérico. “Acompanhando os desenvolvimentos da exploração de óleo e gás no mar no Brasil, eu e o professor Clóvis [de Arruda Martins], com outros colegas do IPT [Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP], começamos a trabalhar nesta área no final da década de 1970, quando a exploração de petróleo no mar se fazia em 50m de profundidade de lâmina d’água. Hoje são 2.500 m ou mais. A gente acompanhou e fez parte do desenvolvimento de tudo isso ao longo desses 45 anos”.

O professor conclui que a tradição e as contribuições de pesquisadores brasileiros no desenvolvimento da engenharia offshore conferem à participação da delegação do País na conferência reconhecimento técnico e científico, pelas contribuições que apresenta, além de relevância no que diz respeito à quantidade de participantes, com cerca de 10% do total.

Trajetória na área

Celso Pupo Pesce é engenheiro naval, formado pela Escola Politécnica da USP em 1978, com ênfase em estruturas navais. Obteve os títulos de mestre e doutor em Engenharia Naval e Oceânica pela USP, em 1984 e 1988, especializando-se em hidrodinâmica de sistemas oceânicos. Engenheiro pesquisador do IPT por 10 anos, ingressou como docente na Poli em 1989. Desde então, tem contribuído com projetos da escola ligados à pesquisa e ao desenvolvimento brasileiros na área offshore, que viabilizaram a exploração do pré-sal. É autor de 66 artigos em periódicos científicos e de mais de 160 trabalhos em conferências e simpósios. É também autor de 11 capítulos de livros, organizou cinco livros e elaborou cerca de 300 relatórios técnico-científicos.

O site oficial da OMAE 2026 pode ser acessado no link https://event.asme.org/OMAE

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Texto adaptado de Amanda Rabelo, da Equipe de Jornalismo e Imprensa da Poli-USP


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