Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a jornalista e pesquisadora Maria Helena de Pinho para falar sobre a exploração do trabalho indígena na colheita de maçã no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Maria Helena apresenta dados de um estudo realizado pela Papel Social (organização especializada na investigação de cadeias produtivas com foco em direitos humanos, condições de trabalho e meio ambiente) apontando que a migração de indígenas para realizar a colheita de maçã acontece desde 2009, e que o Ministério Público do Trabalho recebe denúncias de que esses trabalhadores sofrem exploração desde 2012. Pelas denúncias, desde 2014 há uma tentativa de controle sobre essas contratações para coibir o aliciamento ilegal desses trabalhadores.
A forma que o Ministério Público do Trabalho encontrou para controlar a situação, segundo a jornalista, foi articulando um procedimento, em parceria com a Fundação do Trabalho do Mato Grosso do Sul (Funtrab) e empresas do setor produtivo de maçã, para intermediar a contratação desses indígenas sul-matogrossenses com as empresas localizadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A intervenção estatal, segundo a jornalista, fez aumentar o número de indígenas nas lavouras de maçã em cerca de 6 mil desde 2021 e, apesar dos avanços trabalhistas para a contratação desses indígenas, ainda existe aliciamento ilegal.
Os motivos que levam esses trabalhadores a saírem de seus territórios e buscarem trabalho na região Sul do País, afirma a pesquisadora, são a violência e a negação do direito à terra. Maria Helena conta ainda que os indígenas, muitas vezes, saem de seus territórios esperando ganhar dinheiro e, na realidade, acabam encontrando dívidas e despesas.
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Ambiente é o Meio

























