Com foco no fortalecimento da comunicação pública internacional, a USP realizou nos dias 21 e 22 de maio o 1º Congresso Internacional de Emissoras Públicas, na Cidade Universitária, em São Paulo. O evento reuniu especialistas de 13 países e foi promovido pela Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP, com apoio da Rádio e TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta e da Rede Universitária de Rádios Brasileiras (Rubra).
Um dos painéis discutiu as convergências e os desafios enfrentados pelas emissoras públicas da América do Sul e da África, explorando o potencial de cooperação entre os dois continentes. Com mediação da professora Natalí Schejtman (Universidad Torcuato Di Tella, Argentina), a mesa reuniu Carlos Muñoz (ex-presidente da Secan, Uruguai), Luiz Roberto Serrano (Jornal da USP), Patricio López (Rádio Universidade do Chile) e Sergio Matusse (TV Moçambique). O debate apontou caminhos para o intercâmbio de experiências e estratégias de fortalecimento mútuo entre as emissoras.
“É muito interessante que África e América Latina estejam lado a lado neste debate”, comentou Matusse, administrador executivo da Televisão de Moçambique (TVM). “Temos similaridades, principalmente nas políticas e nos desafios, e podemos aprender muito uns com os outros para fortalecer nossas emissoras públicas.”
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Outro encontro reuniu representantes de rádios universitárias do Brasil, Peru, Chile e Argentina para discutir o papel estratégico dessas emissoras na formação crítica e na extensão universitária. Com mediação de Marcello Rollemberg (Rádio USP), participaram Adrián Menéndez Valdivia (RIU/Peru), Noelia Giorgi (Rádio Undav/Argentina), Norma Meireles (Rubra/Brasil) e Patricio López (Chile). A mesa reforçou a importância das rádios universitárias como espaços de expressão democrática, enraizadas nas realidades locais.
“O sucateamento das rádios universitárias e dos laboratórios não é uma questão nova, mas foi intensificado principalmente no contexto do governo Bolsonaro, que atuou contra a ciência e a educação”, afirmou Norma Meireles, presidente da Rubra. Em seguida, ela defendeu a presença da juventude, que renova os quadros e impulsiona o futuro das emissoras: “[a juventude] que nos ajuda a pensar o rádio de outra maneira, o rádio expandido, sem borda, presente nas redes e nas plataformas digitais”.
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A programação também incluiu discussões sobre inovação tecnológica e os riscos institucionais que cercam os veículos públicos em diversos países.
Os vídeos completos das mesas do 1º Congresso Internacional de Emissoras Públicas estão disponíveis no Canal USP.

























