Pesquisa analisa as dificuldades de atuação de profissionais de educação física lésbicas

Durante 12 meses, professora de educação física acompanhou três profissionais lésbicas em seus campos de atuação e as estratégias para enfrentar preconceitos

Por
 17/04/2025 - Publicado há 1 ano     Atualizado: 02/05/2025 às 16:50
Novos Cientistas - USP
Novos Cientistas - USP
Pesquisa analisa as dificuldades de atuação de profissionais de educação física lésbicas
/

Na edição desta quinta-feira (17) dos Novos Cientistas, a professora de educação física Maria Clara Elias Polo descreveu como realizou a sua pesquisa na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP intitulada “Sapata sim. Às vezes…pra quê, né?”: O negociar, o performar e o passar por de profissionais de educação física lésbicas (2024). O objetivo do estudo, como contou Maria Clara ao jornalista Antonio Carlos Quinto, foi analisar como as profissionais de educação física lésbicas performam e negociam lesbianidades nas áreas de atuação profissional.

Sob a orientação do professor José Miguel Olivar, da FSP, e coorientação da professora Yara Maria de Carvalho, associada da Escola de Educação Física e Esportes (EEFE), a pesquisadora acompanhou três profissionais lésbicas no campo de atuação do bacharelado, especialmente em uma instituição esportiva, em quadras de areia e em uma produtora de conteúdos audiovisuais. “Empreendi uma etnografia por um período de 12 meses”, contou Maria Clara. “Para tanto, utilizei diários de campo, aplicativos de celular para registro, gravadores, máquina fotográfica. Conversas de whatsapp, interações em redes sociais foram consideradas, agrupadas e selecionadas”, descreveu a pesquisadora.

Segundo Maria Clara, em suas rotinas de trabalho, as profissionais de educação física lésbicas buscam isolar as questões que envolvem intimidade e lesbianidade de questões referentes às transações econômicas e atuação profissional. Para tanto, utilizam de dispositivos como o “armário” e o “passar por” mulheres heterossexuais em determinadas situações. “Percebemos nessa tese como as profissionais de educação física lésbicas trabalham, se cuidam, partilham das vivências econômicas e domésticas”, observou Maria Clara.

Disponível também na plataforma Spotify


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.