
A equipe que conduziu o curso formulou questões disparadoras para que o curso tivesse caráter reflexivo e dialógico: por que estamos preocupados agora com a saúde do planeta Terra? Que “sinais e sintomas”? O que vem sendo hipotetizado (e já provado!) como determinação da crescente enfermidade da Terra e seu efeito sobre a saúde das populações? Há algo a se fazer! No macro, no meso e no micro? Quem precisa se mobilizar? Que obstáculos pelo caminho? Que esperanças?
Nesse sentido levamos em conta que a formulação de políticas públicas clama por um referencial abrangente, não fragmentado e que interliga múltiplos determinantes e atores sociais. Entretanto, não basta a evidência teórica se não for analisada a relação atual da conjuntura mundial (Trump chegou, chegando…) e nacional que vem produzindo contextos diferenciados e singulares.
Com este intuito, sugerimos os seguintes objetivos para o debate:
- de onde vem o termo “Saúde Planetária no Antropoceno” e qual é sua definição?;
- criar possibilidades de encontros em meio a tantos desencontros;
- debater o que está acontecendo no mundo;
- conhecer e discutir a trajetória centenária dos DSS;
- explorar possibilidades de adotar a abordagem dos DSS na formulação de políticas públicas e no enfrentamento da crise ambiental;
- problematizar sinais de promoção da saúde (PS) na cidade de SP;
- levantar questões críticas na formulação de uma práxis intersetorial no campo das políticas públicas;
- conhecer agendas urbanas que estão na agenda ;
- refletir sobre alcances prováveis da Política Nacional de Promoção da Saúde e como Trilhar a PS nos ODS;
- refletir sobre o que podemos fazer para adiar o fim do mundo.
O decorrer do curso é condicionado pela motivação dos participantes em dialogar com os docentes, e nesta versão de 2025 eles vieram de várias partes do mundo, do Brasil e de São Paulo (Bolonha, Itália; Petrolina – PE, Goiânia e Jatai – GO, Niterói, RJ, Congonhas – MG, Mont Mor, Ribeirão Preto, São Paulo, SP) e contribuíram de maneira fundamental, com suas concepções de mundo e experiências que nos propiciaram problematizar teoria e prática e identificar questões críticas na direção de uma práxis intersetorial no campo das políticas públicas para colocar na agenda a saúde do planeta Terra.
E após trilhar os conteúdos sobre Antropoceno/Capitaloceno (UFPR); Justiça Ambiental (FSP/USP); Intersetorialidade (FSP/USP); Determinação Social do Processo Saúde-Doença (UFMG); Narrativas Contraditórias (UFMG); Formação em Saúde Planetária (University of Freiburg) e O papel e a ação do GT Saúde Planetária do IEA/USP, os participantes delinearam seus planos para “Adiar o fim do Mundo” com o seguinte roteiro de ações: 1. Qual seria o foco do plano?; 2. Quem participaria da formulação do plano?; 3. Como o plano seria financiado? Quem financiaria?; 4. Onde se realizaria o plano? 5. Que resultados são esperados?; 6. Que facilitadores e barreiras para a implementação do plano?; 7. Que esperanças para o futuro?
E aqui vai a contribuição do Curso de Saúde Planetária da FSP para “ADIAR O FIM DO MUNDO” com o foco do plano e seus objetivos. Os planos completos podem ser consultados nestes links:
Plano 1: https://docs.google.com/document/d/1R1McT4vn8QiNXuMVOyq0TEEtvtyAALYItZDn5UYDm6I/edit?tab=t.0.
Foco do plano: Promoção de encontros coletivos para estimular diálogos e trocas entre as diferentes iniciativas que visam transformar realidades em seus territórios.
Objetivos: 1) refletir com os diferentes atores sobre os padrões de relações que estabelecemos com outros seres humanos, os animais e a natureza, buscando modos de viver e coexistir mais sustentáveis em nosso planeta; 2) fortalecer a atuação de iniciativas e movimentos sociais que promovem ações locais sobre nossos temas de interesse.
Plano 2: https://docs.google.com/document/d/1t301ZrGkaoIDb-_Krb0EvN114MuYVoMjyVK-QHXEsOs/edit?usp=sharing.
Foco do plano: Nosso plano de ação para adiar o fim do mundo passa pela organização de um grupo potencializador, formado a partir do Curso de Verão, para compor o GT de Saúde Planetária.
Objetivos: Mapear atores, promover uma agenda de mobilização local, planejar atividades em nossos espaços e atrair novas pessoas para fortalecer a iniciativa.
________________
(As opiniões expressas nos artigos publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem posições institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetros editoriais para artigos de opinião.)
























