Modelo desenvolvido em laboratório abre caminhos para tratar a dermatite atópica

Técnica “in vitro”, testada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP mostra como o modelo de Epiderme Humana Reconstruída (RHE)é uma  ferramenta valiosa no estudo da dermatite atópica

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 20/03/2025 - Publicado há 1 ano
Novos Cientistas - USP
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Modelo desenvolvido em laboratório abre caminhos para tratar a dermatite atópica
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Nesta edição do podcast Os Novos Cientistas, a pesquisadora Silvia Romano de Assis conversou com o jornalista Antonio Carlos Quinto sobre o seu estudo desenvolvido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. A pesquisa intitulada Estabelecimento de modelo in vitro de epiderme humana reconstruída para dermatite atópica teve a orientação da professora Silvia Stuti Maria Engler e visou melhorar um modelo de Epiderme Humana Reconstruída (RHE). “Esse modelo é uma  ferramenta valiosa em pesquisa dermatológica, particularmente no estudo da dermatite atópica”, descreveu a pesquisadora.

Como explicou Sílvia, a dermatite atópica é uma doença dermatológica que afeta uma parte significativa da população global.
Muito comum surgir na primeira infância, mas ela também acomete adultos. Entre os sintomas, pele seca, coceira e lesões na pele que variam conforme a gravidade da doença. “Podem, por exemplo, surgir lesões avermelhadas com escoriações. O próprio de coçar, já provoca algum machucado na pele”, ressaltou a pesquisadora. A doença é complexa e tem o envolvimento de vários fatores, tanto fatores uma predisposição genética, fatores imunológicos, fatores ambientais e a combinação desses fatores é que resulta nessas alterações da pele e também desencadeia um processo assim inflamatório.

Silvia contou que o modelo utilizado no estudo foi desenvolvido no laboratório, a partir de células humanas cultivadas em placas. “Essas células recebem reagentes específicos que promovem o seu crescimento e permite o desenvolvimento de uma epiderme humana, semelhante à pele humana nativa”, como explicou Silvia, destacando que a RHE também permite “que a gente possa simular algumas doenças dermatológicas. sendo uma alternativa à experimentação animal.” A RHE, como descreveu Silvia, é feita a partir da pele humana. “Recebemos doações de biópsias de pele, normalmente de cirurgias plásticas. Então, essas amostras, com o consentimento do paciente, passam por um processo onde a gente faz a extração das células da pele e essas células ficam armazenadas nos nossos bancos. Depois, as cultivamos separadamente e fazemos essa reconstrução da pele  ou epidermes humanas in vitro. ”

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