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A trajetória de cada estudante que passa pelos campi da USP é única. São anos de dedicação, descobertas acadêmicas e transformações pessoais que não se encerram com a formatura; pelo contrário, ganham novos capítulos no mercado de trabalho, na pesquisa e na sociedade. Para dar voz a essas jornadas e fortalecer a conexão entre as diferentes gerações de antigos alunos, o Escritório Alumni USP lança a série Egressos que Inspiram.
O principal objetivo é inspirar novas gerações, compartilhando histórias de inovação, impacto social ou trajetórias de carreira que mostrem a força da formação recebida na USP. Podem participar desde profissionais consolidados no mundo corporativo e empreendedores até alguém que está dando os primeiros passos para transformar sua comunidade. Para os organizadores, a experiência de alguém pode motivar os atuais alunos e outros egressos. As histórias serão compartilhadas no site e nas redes sociais da Alumni no Instagram e no Facebook.
Para enviar um depoimento ou sugerir a história de um colega, basta enviar um e-mail para alumni@usp.br com o assunto “Depoimento – Egressos que Inspiram”, contando um pouco sobre você e sobre a importância da USP em sua formação. A equipe entrará em contato para formalizar a autorização, alinhar os detalhes do texto e solicitar o envio de fotos que ilustrem a trajetória.
“A USP me ensinou, antes de tudo, a fazer boas perguntas”
Essa frase é de Luciana Mattar, egressa do curso de Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP, em depoimento à série Egressos que Inspiram. Ela conta sobre os repertórios e possibilidades proporcionados por sua formação na Universidade. A trajetória de Luciana foi da graduação à liderança em inovação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, demonstrando como o olhar crítico e sistêmico desenvolvido em aula pode promover crescimento profissional e gerar impacto direto na sociedade.
“Entrei na FAU da USP como parte da segunda turma do curso de Design, em um momento em que o próprio campo ainda estava em construção dentro da Universidade. Talvez por isso, desde o início, ficou claro que não se tratava apenas de aprender conceitos e técnicas, mas de desenvolver um olhar crítico, sistêmico e comprometido com a realidade ao redor.
Foi nesse ambiente que entendi o design como prática de escuta e mediação. Ainda como estudante, ao trabalhar como estagiária da Casa da Dona Yayá, com exposições como Bixiga: Artes e Ofícios, no Centro de Preservação Cultural da USP, aprendi sobre narrativas, memória e o papel do projeto na valorização da cultura e das pessoas. Também foi na USP que vivi intensamente a coletividade via esporte. Como atleta de handebol e futebol, aprendi sobre pessoas, liderança e confiança, dimensões que não estão nos currículos formais, mas que são premissas para qualquer trajetória que envolva transformação.
Ao me formar, levei comigo essa base. Projetos como o desenvolvimento da sinalização do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, já como recém-formada, reforçaram na prática o que a Universidade havia me mostrado: o design tem escala, impacto e responsabilidade. Ele organiza experiências, orienta fluxos e influencia a forma como as pessoas se relacionam com os espaços e serviços.
Com o tempo, esse olhar me conduziu para um território muito mais desafiador e complexo: o sistema de saúde durante a pandemia. Hoje, à frente da área de inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP, sigo aplicando – e expandindo – aquilo que a USP me ensinou. Trabalhar com inovação em saúde é, sobretudo, trabalhar com pessoas, em contextos de alta complexidade, em que soluções não podem ser impostas, mas construídas coletivamente. Nesse caminho, projetos de tecnologia, inovação aberta, iniciativas no enfrentamento à Covid-19 e programas de formação em design e inovação reforçaram uma convicção: transformar o setor público exige método, colaboração e, principalmente, escuta.
Os reconhecimentos que vieram ao longo da trajetória, como o Brasil Design Award e o Don Norman Design Award 2024, são importantes. Porém, mais do que conquistas individuais, são sinais de que abordagens centradas nas pessoas e orientadas ao impacto social estão ganhando espaço. Olho para trás e vejo que a USP não foi apenas o ponto de partida. Foi, e continua sendo, um espaço que forma repertório, amplia possibilidades e, sobretudo, instiga crítica e responsabilidade. Hoje sigo como pesquisadora no doutorado.
Se há algo que levo dessa trajetória, é a certeza de que o conhecimento só faz sentido quando encontra o mundo. E que é possível, sim, construir caminhos profissionais que conectem excelência acadêmica com transformação concreta na vida das pessoas.”
Acompanhe outras histórias da série no site Alumni USP neste link, ou pelas redes sociais Instagram e no Facebook. Para enviar um depoimento basta enviar por e-mail para alumni@usp.br.
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*Texto com informações de Vinícius Palamarczuk Rocha, do Alumni USP

























