Negacionismo cresce no mundo e amplia impactos sociais e políticos

Impulsionado por fake news, fenômeno une descrédito à ciência e distorção de fatos, com efeitos diretos na saúde e na democracia

 29/04/2026 - Publicado há 4 meses
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Desde 2016, observa-se um crescimento global do negacionismo, associado a eventos como o Brexit e a eleição de Donald Trump, marcados por promessas não cumpridas e desinformação. Esse fenômeno se manifesta em dois principais aspectos: o negacionismo científico e o negacionismo dos fatos.

O negacionismo científico rejeita evidências e avanços da ciência, especialmente em temas como vacinação, impulsionado por fake news disseminadas nas redes sociais. Isso tem causado consequências graves, como a volta de doenças já controladas e resistência à vacina contra a covid-19, apesar de sua eficácia comprovada.

Já o negacionismo dos fatos envolve a distorção ou negação de informações verificáveis, como resultados eleitorais. Embora o debate e a crítica sejam legítimos, a manipulação da realidade compromete a compreensão dos acontecimentos. A combinação desses dois tipos de negacionismo representa um dos maiores desafios atuais, ao enfraquecer tanto a confiança na ciência quanto no jornalismo.

Ética e Política

Com o Prof. Renato Janine Ribeiro

A coluna Ética e Política, com o professor Renato Janine Ribeiro, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.


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