A equipe brasileira do projeto Cultural Contacts in Judaea-Palaestina during the Roman Period: Coin Circulation and Urbanisation Studies in Tel Dor é liderada pelos professores Vagner Carvalheiro Porto e Maria Cristina Kormikiari, com participação de Juliana Figueira da Hora, professora colaboradora do MAE. O projeto conta com a colaboração do trabalho de pesquisadores de instituições parceiras, como Ilan Sharon (in memoriam) e Sveta Matskevitch, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Ayelet Gilboa, da Universidade de Haifa (Israel), Rebecca Martin, da Universidade de Boston (Estados Unidos), Tamar Hodos, das universidades de Bristol (Reino Unido) e Sydney (Austrália), e Tiago Attorre, da Universidade de Flinders (Austrália).
As pesquisas também contam com o suporte técnico de Cleberson Moura, do MAE, e a participação dos estudantes Guilherme Rodrigues, Jessica Mendes, Marjori Dias, Carlos Sousa e Ana Rigolon. “O projeto envolve alunos de graduação, mestrado e doutorado, bem como o corpo técnico do MAE, proporcionando uma experiência prática de pesquisa arqueológica no exterior, algo ainda raro para brasileiros no Mediterrâneo”, observa o professor. “A integração com o Laboratório de Arqueologia Provincial Romana (Larp) e Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca), do MAE, garante a disseminação desses conhecimentos no Brasil, incentivando novas iniciativas de pesquisa.”
Além das atividades acadêmicas, a equipe também se dedica à divulgação científica, produzindo um documentário sobre Tel Dor e materiais educativos. O projeto conta com o apoio e suporte financeiro e logístico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MAE e do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.
“Historicamente, a arqueologia brasileira tem se concentrado sobretudo no estudo dos povos originários e dos sítios históricos coloniais. No entanto, as pesquisas sobre a Arqueologia do Mediterrâneo Antigo também possuem uma trajetória consolidada na USP”, afirma Carvalheiro Porto. “Elas tiveram início no começo da década de 1970 pelos professores Haiganuch Sarian e Ulpiano Bezerra de Meneses, com foco inicial no estudo das coleções de objetos arqueológicos mediterrânicos provenientes de permutas com museus internacionais.”
O professor aponta que muitos pesquisadores foram formados e passaram a atuar como professores no MAE, entre eles Maria Isabel Fleming, Elaine Hirata e Maria Beatriz Florenzano, desempenhando um papel essencial no fortalecimento das pesquisas em arqueologia mediterrânea na instituição. “A partir do final da década de 1990 e início dos anos 2000, a atuação brasileira nesse campo se expandiu para estudos de campo no próprio Mediterrâneo”, relata. “Um marco fundamental foi a pesquisa liderada pelos professores Maria Beatriz Florenzano, do MAE, e Francisco Marshall, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no sítio arqueológico de Apollonia, em Israel.”




























