Videoaulas da USP levam conceitos da física para o público

Vídeos contemplam explicações de termodinâmica a física quântica com aulas teóricas, exercícios e experimentos

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail
Física-Universitária-696x337
Canal Física Universitária é coordenado pelo professor Gil da Costa Marques – Foto: Divulgação

.

Acompanhe a entrevista da repórter Marcia Avanza com o professor Gil da Costa Marques, do Instituto de Física (IF) da USP sobre o canal de vídeos Física Universitária.

Física quântica, estrutura da matéria, eletromagnetismo e mecânica dos fluidos. Quem tem interesse em compreender melhor estes conceitos e outros tópicos importantes da física agora tem acesso ao canal de vídeos Física Universitária, uma iniciativa de professores e pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP.

Coordenado pelo professor Gil da Costa Marques, o canal já conta com quase mil vídeos. São aulas que dão a alunos, professores e o público interessado no conhecimento científico a oportunidade de acessar problemas complexos da física de uma forma mais simples. Em frente a uma lousa, o professor ilustra as explicações com esquemas e fórmulas em vídeos com duração de dez a 30 minutos. O canal conta com aulas teóricas, exercícios e vídeos de experiências com demonstrações, que são separados por tema na página inicial.

Segundo Marques, responsável pela iniciativa, “o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos. Os planos futuros para a plataforma envolvem expandir a oferta de conteúdos para um público mais geral, porém, o principal objetivo foi alcançado, que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia através dos impostos”.

Assista ao vídeo de apresentação do canal:

.

Educação científica negligenciada

O letramento científico é tópico preocupante nos índices da educação brasileira. De acordo com o primeiro Indicador de Letramento Científico (ILC) do País, elaborado pelo Instituto Abramundo, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro, o Ibope e a ONG Ação Educativa, divulgado em 2014, 61% das pessoas entre 15 e 40 anos, com pelo menos quatro anos de escolaridade e residentes em nove regiões metropolitanas do País não atingem o nível básico de letramento científico.

Dentre aqueles que chegaram ao ensino superior, 48% disseram compreender conceitos básicos da ciência e apenas 11% estão familiarizados com a linguagem científica. Nesse grupo de mais alta escolaridade há uma parcela significativa, 37%, com letramento científico apenas elementar. Um dado preocupante é que 4% dos entrevistados podem ser considerados iletrados do ponto de vista científico, ou seja, não são capazes, por exemplo, de conferir a conta de consumo de água, gás ou energia elétrica, ler e interpretar manuais, entender instruções médicas ou compreender as informações científicas difundidas na mídia.

Esse número extremamente alto de pessoas que disseram não estar familiarizadas com as questões científicas, inclusive entre aquelas que possuem nível superior, é reflexo de diversos problemas na área da educação. Os resultados da pesquisa, porém, apontaram para uma percepção cada vez maior das pessoas para a importância da ciência como fator que auxilia, tanto na compreensão de mundo, quanto na garantia de boas oportunidades de trabalho.

Os dados confirmam também que o baixo letramento científico não é um problema insanável, visto que o “efeito escola” é fundamental para corrigir as distorções: quanto maior a escolaridade dos entrevistados, maior era a proporção de pessoas nos níveis 3 e 4 do letramento. Além disso, universidades, centros de pesquisa e organizações não governamentais estão empreendendo esforços no sentido de aproximar e popularizar a ciência. Outro fator importante que contribui para mudar essa realidade é o acesso cada vez maior às novas tecnologias de comunicação, que abriu um universo de possibilidades para o ensino e difusão da ciência.

Com informações da Assessoria de Comunicação do IF

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail