USP recebe presidente da Hungria e assina convênio de cooperação

Acordo foi firmado durante a 2ª Conferência sobre a presença húngara no Brasil, promovida pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Por - Editorias: Universidade
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(Da esq.p/idr.) O diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira; o reitor da BME, János Józsa; e o reitor da USP, Marco Antonio Zago, na assinatura do convênio | Foto: Ernani Coimbra

No dia 11 de agosto, a USP e a Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste (BME, na sigla em húngaro) assinaram um protocolo de intenções de cooperação para a realização de projetos conjuntos.

O acordo foi firmado durante a 2ª Conferência sobre a presença húngara no Brasil, promovida pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O evento contou com a participação do presidente da Hungria, János Áder; o secretário da Conferência dos Reitores Húngaros, Zoltán Dubéczi; e do reitor da BME, János Józsa; entre outras autoridades do país europeu.

A conferência teve como tema “Língua e memória preservadas”, tratando de assuntos relevantes à história e à cultura que estes dois países têm em comum em suas trajetórias, como a importância e o impacto da imigração húngara para o Brasil; a preservação da memória, dos costumes, da culinária e, principalmente, da língua húngara; além de abordar a participação dos imigrantes húngaros na construção da vida cultural e acadêmica brasileiras e as consequências dessa participação.

Também no evento, professores da USP com ascendência húngara firmaram um termo para criação de uma associação de professores húngaros no Brasil. Segundo um desses professores, o diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Adalberto Américo Fischmann, a ideia é formar “um grupo para conservar as tradições húngaras, sobretudo as ligações com a cultura, educação, matemática, música”.

Brasileiros na Hungria

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O presidente da Hungria (à dir), János Áder, foi recebido no Salão de Atos, onde se encontrou com dirigentes da Universidade | Foto: Ernani Coimba

O presidente da Hungria, János Áder, agradeceu a recepção e a realização de uma conferência sobre seu país. O presidente disse que, nos últimos três anos, mais de dois mil brasileiros, muitos de São Paulo, foram estudar na Hungria, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, ligado ao Governo Federal brasileiro. Desses, 100 são estudantes da USP, principalmente de cursos nas áreas de engenharia, saúde e arquitetura.

Esse também foi o tema destacado pelo secretário da Conferência dos Reitores Húngaros, Zoltán Dubéczi, lembrando que há muitos pesquisadores e professores de seu país fazendo o caminho inverso. “Temos orgulho de ter brasileiros estudando em nosso país. Em breve, será inaugurado no Brasil um programa de bolsas que permitirá que mais estudantes brasileiros possam fazer o mesmo”.

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, ressaltou a alegria em receber um chefe de Estado que valoriza a educação e a ciência. Zago lembrou que há 18 professores com ascendência húngara na Universidade e falou sobre os convênios existentes com instituições daquele país. “A visita é uma oportunidade de aumentar e fortalecer a cooperação científica e cultural com a Hungria”.

Atualmente, a USP mantém três acordos com instituições da Hungria: dois convênios acadêmicos são na área da engenharia, entre a Escola Politécnica e a BME, e a Escola de Engenharia de São Carlos com a Universidade de Óbuda.

O terceiro refere-se à cooperação entre a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e a Universidade de Pécs para a criação do curso de difusão cultural de Língua e Cultura Húngara. O curso, implantado no primeiro semestre de 2015, tem o intuito de, além de ensinar o idioma húngaro e suas características gramaticais especiais, apresentar a história e a cultura do país, utilizando os mais modernos recursos e metodologias. Em três semestres, o curso teve cerca de 350 alunos.

Mais cedo, o reitor da USP recebeu as autoridades húngaras para um encontro com dirigentes da Universidade, no Salão de Atos, no prédio da Reitoria.

Conferência

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As palestras da conferência foram separadas em três partes, por assuntos: estudos de tradução, memória preservada e fotografia | Foto: Ernani Coimbra

As palestras da conferência foram separadas em três partes, por assuntos: estudos de tradução, memória preservada e fotografia. A primeira parte contou com a participação do professor do Departamento de Linguística da FFLCH, Paulo Chagas, que abordou as fontes de interesse dos linguistas pela língua húngara.

Os outros dois palestrantes desse assunto foram o diretor da Casa Guilherme de Almeida e professor pleno do Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução da FFLCH, Marcelo Tápia Fernandes, que falou sobre tradução literária como criação intercultural; e o tradutor e professor da FFLCH, Samuel de Vasconcelos Titan Junior, que apresentou o panorama e perspectivas da tradução do húngaro no Brasil.

O segundo bloco de palestras foi ministrado pela diretora do Museu de Imigração do Estado de São Paulo, Marilia Bonas Conte, que fez uma relação entre a instituição que dirige e a presença húngara; depois, foi a vez do secretário da Igreja Cristã Reformada Húngara do Brasil, Imre Gridi-Papp, que contou a história dessa igreja no Brasil, principalmente na região da Lapa, na cidade de São Paulo. E, a presidenta da Associação Húngara de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Éva Bitó, que falou dos preparativos rumo aos 200 anos de Nova Friburgo.

A última palestra da tarde foi feita pelo designer gráfico e ilustrador, Kiko Farkas, que falou sobre “Thomaz Farkas, um húngaro que amou o Brasil”, do qual é filho e editor dos seus livros. Thomaz nasceu em Budapeste, capital da Hungria, em 1924, chegou ao Brasil com seis anos de idade, naturalizou-se brasileiro em 1949, foi empresário dono da Fotoptica, negócio herdado do pai, fotógrafo e ligado ao cinema.

No encerramento, foi realizada a apresentação da dança folclórica húngara “Pántlika”.

Da Assessoria de Imprensa da USP

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