USP é a melhor da América Latina em ranking mundial de empregabilidade

Universidade conquistou a 71ª posição sendo a instituição brasileira e latino-americana mais bem colocada

Por - Editorias: Universidade
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Atualizado 17/11/2016, às 12h52

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Prédio da Reitoria da USP, na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Na quarta-feira, 16 de novembro, a publicação britânica Times Higher Education (THE) divulgou o ranking global de universidades que formam os estudantes de graduação mais procurados pelos empregadores. O Global University Employability Ranking 2016, feito pela empresa francesa de recursos humanos Emerging, em parceria com o instituto de pesquisa alemão Trendence, traz uma lista com as 150 melhores instituições de ensino superior do ponto de vista das empresas.

Os resultados foram obtidos a partir de uma pesquisa on-line em 20 países com 2.500 gerentes de recrutamento e 3.450 gerentes internacionais.

A USP ficou na 71ª posição, sendo a instituição brasileira e latino-americana mais bem colocada no ranking. No ano passado, a Universidade estava na 81ª, 96ª em 2014 e 113ª em 2013. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é a outra universidade presente na lista: 110ª.

Nos dez primeiros lugares estão: Instituto de Tecnologia da Califórnia, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Universidade de Harvard, Universidade de Cambridge, Universidade de Stanford, Universidade de Yale, Universidade de Oxford, Universidade Técnica de Munique, Universidade de Princeton e Universidade de Tóquio, respectivamente. Confira a lista completa aqui.
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A pesquisa ainda mostra os países produtores dos diplomados mais empregáveis; o Brasil ficou em 13º lugar, atrás dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, China, França, Austrália, Índia, Suíça, Cingapura, Espanha e Itália.

De acordo com a publicação do THE, a empregabilidade está relacionada a muitos paradoxos. Um exemplo deles é que os empregadores, em princípio, reconhecem que um diploma de uma universidade top de rankings não é necessariamente indicativo de que o graduado tenha as “habilidades essenciais” para um ambiente profissional e vice-versa. Entretanto, muitos recrutadores sentem-se obrigados a aderir à reputação ou classificação da universidade, em primeira instância, como uma maneira de selecionar a partir de um grande número de candidatos.

Como é feito o ranking

Para produzir o Global University Employability Ranking, uma pesquisa on-line foi concluída com dois painéis de participantes entre abril e julho deste ano. Ambos os grupos incluíram entrevistados de 20 países: Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Rússia, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e os Estados Unidos.

O primeiro painel consistiu de 2.500 recrutadores de nível gerencial que tinham experiência em contratar ou trabalhar com graduados. Cada pessoa recebeu uma lista de universidades locais (com a opção de adicionar mais) e tinha até 15 votos a favor das universidades do seu país que produzem os melhores formandos de graduação em termos de empregabilidade. O tamanho da amostra dos recrutadores de cada país foi determinado pelo número de estudantes universitários do local, Produto Interno Bruto (PIB) e número de instituições.

Os participantes, com experiência em recrutamento internacional, também foram convidados a escolher entre uma lista global de universidades que consideravam “a melhor do mundo quando se trata de empregabilidade na graduação”.

O segundo painel consistia em 3.450 diretores de empresas internacionais. Os participantes podiam votar nas listas locais e globais de universidades que tinham sido produzidas pelo primeiro painel. Eles também poderiam adicionar universidades de um banco de dados. Os votos foram então agregados em pontuação para cada universidade para produzir o ranking.

A maioria dos participantes tinha pelo menos dez anos de experiência no local de trabalho e trabalhava em uma empresa com mais de 500 funcionários. Mais de 30% tinham experiência no recrutamento no setor empresarial, pouco menos de 30% tinham experiência no setor de Tecnologia da Informação (TI) e quase 20% trabalhavam na indústria de engenharia. Mais da metade recrutados internacionalmente.

O inquérito foi concebido pela consultora de recursos humanos francesa Emerging, e tem sido realizado durante os últimos seis anos pelo instituto de pesquisa de emprego Trendence. Ele é publicado exclusivamente pela Times Higher Education desde 2015.

Com informações do Times Higher Education

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