USP celebra centésima dupla diplomação em Engenharia Agronômica

Complementaridade dos currículos é um dos principais benefícios dos acordos bilaterais

Por - Editorias: Universidade
Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail
Foto: Divulgação
Alunos que foram à França no ano letivo 2012/2013 e os três coordenadores dos convênios | Foto: Divulgação

Os primeiros acordos bilaterais de dupla diplomação em Engenharia Agronômica do País datam de 2005, quando a diretoria da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP assinou convênios de mobilidade de graduandos. Como resultado desse esforço, em julho de 2016, a unidade conquistou o centésimo duplo diploma de sua história.

Os convênios foram firmados com o Institut National Agronomique Paris-Grignon, que hoje faz parte do grupo AgroParisTech, e com o consórcio Fésia, à época formado por cinco escolas francesas, sob coordenação, do lado brasileiro, da professora Maria Lucia Carneiro Vieira, do Departamento de Genética da Esalq.

O primeiro duplo diploma foi outorgado pela Esalq e pelo Institut Polytechnique LaSalle Beauvais a Rodrigo Mendes Guizoni. Do lado francês, Marie-Anne Flandin, do Institut Superieur d’Agriculture Rhone-Alpes, em Lyon, e Isabelle Tritsch, da École Superieure d’Agriculture de Purpan, em Toulouse, foram as primeiras estudantes francesas a obter o diploma de Engenheiro Agrônomo pela Esalq.

O esalqueano Jammer Adam Collange Cavalcanti recebeu o diploma de Engenheiro da AgroParisTech e terá seus créditos validados para receber, também, o diploma da ESALQ (Crédito: Gerhard Waller)
Jammer Adam Collange Cavalcanti recebeu o diploma de Engenheiro da AgroParisTech e receberá, também, o diploma da Esalq | Foto: Gerhard Waller

O estudante esalqueano Jammer Adam Collange Cavalcanti recebeu, neste mês, o diploma de Engenheiro da AgroParisTech e terá seus créditos validados para receber, também, o diploma da Esalq. Com isso, a unidade conquista o duplo diploma de número cem – foram 67 alunos da Esalq e 33 alunos franceses.

Desde o início das parcerias, foram anos de trabalho e dedicação por parte dos coordenadores envolvidos, em ambos os países, para manter a excelência do programa, que conta com um mecanismo de seleção e acompanhamento da vida acadêmica dos alunos ao longo de todo o percurso no país parceiro.

A professora Maria Lucia ressalta a importância do fomento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério de Educação do Brasil, com a concessão de bolsas de estudo (graduação sanduíche) e apoio a missões de trabalho para docentes. Também há o apoio da Direction Générale de l’Enseignement et de la Recherche du Ministère de l’Agriculture et de la Pêche, de la Ruralité et de l’Aménagement du territoire, da França, e de bolsas de apoio à mobilidade internacional concedidas pelos governos de regiões francesas.

Segundo a professora, o principal benefício desses acordos tem sido a complementaridade dos currículos, já que as Grandes Escolas de Engenharia da França dedicam parte da formação estudantil para atender às necessidades do mercado, prevendo estágios obrigatórios em empresas ou áreas de produção agrícola, enquanto a formação esalqueana é mais completa em ciências agrárias e a maioria de seus docentes está envolvida com a pesquisa científica.

Além da professora Maria Lucia, estão envolvidos na iniciativa os professores Silvia Helena G. De Miranda (coordenadora do acordo com a AgroParisTech) e Thiago L. Romanelli (coordenador do acordo com a Fésia), além das diretorias de Relações Internacionais das escolas francesas, as equipes do Serviço de Graduação (SVG) e do Serviço de Atividades Internacionais (SVAInt) da Esalq.

Atualmente, os estudantes do curso de Ciência dos Alimentos também podem participar de programa de dupla diplomação, a partir de acordo da Esalq com a Oniris (L’Ecole Nationale Vétérinaire, Agroalimentaire et de l’Alimentation Nantes-Atlantique), coordenado, do lado brasileiro, pela professora Thais M. F. de Souza Vieira.

Adaptado de texto da professora Maria Lucia Carneiro Vieira

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados