Softwares usados pela indústria de petróleo e gás são doados à Poli

São 40 licenças de softwares, cujo valor comercial é de cerca de US$ 250 mil ao ano. Programas serão usados em atividades de ensino e pesquisa

Por - Editorias: Universidade
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A empresa KBC Advanced Technologies, sediada em Surrey, Inglaterra, doou à Escola Politécnica (Poli) da USP 40 licenças de softwares. Essas licenças darão respaldo às atividades de ensino e pesquisa dos Departamentos de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI) e de Engenharia Química (PQI). A doação foi formalizada após reunião com dirigentes da empresa, que visitaram a Poli em janeiro deste ano.

Na ocasião, Eider Aquino, presidente da KBC do Brasil, e Felipe Perez, Business Development Executive da KBC para a América Latina, foram recebidos pela professora Liedi Bariani Bernucci, vice-diretora da Poli, pelo professor Giorgio de Tomi, chefe do PMI, pelo professor Reinaldo Giudici, vice-chefe do PQI; e pelo professor do PMI, Ricardo Cabral de Azevedo.

“São softwares tão importantes para a indústria que seu valor comercial é de aproximadamente 250 mil mil dólares por ano, mas que estaremos recebendo sem qualquer custo”, aponta o professor Ricardo Cabral de Azevedo. Os softwares fazem, basicamente, a simulação de processos. “É possível fazer um planejamento estratégico da vida útil de um campo de petróleo; simular a produção de óleo e gás, prever resultados, testar diferentes cenários, escolher as melhores opções para otimizar a produtividade”, explica.

Um pacote de licenças é do software Petro-SIM, um simulador de óleo e gás para upstream, midstream e downstream, ou seja, abrange toda a cadeia de petróleo. Outro é do Multiflash, um simulador para análise PVT (pressão-volume-temperatura), ligado à engenharia de reservatórios de petróleo e ao processamento primário dos fluidos produzidos.

Estado da arte
“São softwares que estão no estado da arte e que já trouxeram retornos significativos para as empresas do setor”, conta Aquino, presidente da KBC do Brasil. “Usamos a inteligência brasileira e queremos devolver ao Brasil o que o País nos empresta”, ressalta, ao falar das motivações da doação. “Convivo com alunos de vários países e asseguro que a qualidade da Poli é comparável a de qualquer das grandes escolas de Engenharia do mundo”, acrescenta Felipe Perez, que é formado em Engenharia Química pela Poli. “Devo meu sucesso a essa formação, e como politécnico e cidadão, quis contribuir com a Escola”, diz ele.

Como lembra a professora Liedi Bernucci, um dos objetivos da criação da Poli foi apoiar o crescimento do Estado de São Paulo no setor industrial, formando recursos humanos altamente qualificados. “Parcerias como essas nos aproximam ainda mais do setor produtivo, e são muito importante para as atividades de ensino, pesquisa e extensão”, destaca.

Licenças 
As licenças valem por cinco anos, prorrogáveis, e serão utilizadas exclusivamente para fins didáticos e de pesquisa acadêmica. Entre as 40 licenças, dez se relacionam ao Petro-SIM, para uso nas disciplinas de graduação PMI1712 (Engenharia de Reservatórios I), PMI1913 (Engenharia de Reservatórios II) e na de pós-graduação PMI5919 (Engenharia de Reservatórios de Petróleo), oferecidas pela Engenharia de Minas e Petróleo. Outras dez licenças do Multiflash serão usadas pelo Departamento, nas disciplinas de graduação PMI1021 (Projeto, Teste e Análise de Poços de Petróleo) e PMI-1711 (Análise e Acompanhamento de Poços e Avaliação de Reservatórios).

O Departamento de Engenharia Química terá a mesma quantidade de licenças, 10 do Petro-SIM e 10 do Multiflash, que serão empregadas como referência nas aulas de pós-graduação ou de graduação optativas. “Os softwares colocarão os alunos em situações mais próximas da realidade da indústria”, finaliza o professor Azevedo.

Assessoria de Imprensa da Poli

Mais informações: (11) 5549-1863 / 5081-5237, email erika@academica.jor.br, site www.academica.jor.br

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