Série de vídeos traz informações sobre cultivo de jabuticaba

Fruta nativa é uma das mais produzidas em pomares domésticos; série foi lançada pela Casa do Produtor Rural

Por - Editorias: Universidade - URL Curta: jornal.usp.br/?p=186905
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Jabuticaba no pé – Foto: Alexandre Campolina / via Wikimedia Commons / CC BY 3.0

A jabuticabeira é uma árvore frutífera tipicamente brasileira, nativa da Mata Atlântica, que se adapta muito bem às diversas regiões e pode ser cultivada praticamente em todo o território. O fruto, conhecido por sua casca negra e brilhante, cresce no tronco e nos ramos da planta. Muito consumido in natura, também pode ser utilizado em sua forma processada, como sucos, geleias, compotas, licores, vinhos, cervejas, entre outros, e cultivado até mesmo na forma ornamental.

Por ser uma das frutas mais produzidas em pomares domésticos e muito apreciada pelos brasileiros, a jabuticaba é o tema de quatro vídeos técnicos produzidos pela Casa do Produtor Rural, em parceria com o Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e com o apoio da TV USP e da Divisão de Comunicação Esalq.

A série é dividida em: Introdução à Cultura, Produção de Mudas, Jabuticabeira Sabará: Ciclo de Vida e de Produção e Regiões Climáticas.

Com apresentação dos docentes Simone Rodrigues da Silva e João Alexio Scarpare Filho, o primeiro vídeo traz informações sobre a origem, dispersão, classificação botânica, principais variedades e as características tão peculiares a essa árvore.

Na fazenda do produtor rural Fernando Grando, localizada em Cerquilho, no interior de São Paulo, são apresentadas as principais variedades de jabuticaba, além de algumas híbridas como a Branca, que se difere das demais pela coloração da casca verde e com polpa macia e adocicada.

Na propriedade do engenheiro agrônomo Adhemar Gomes da Silva Neto, em Casa Branca, também no interior de São Paulo, mais de 60 variedades fazem parte da coleção. No vídeo um dos destaques é a Plinia aureana, que ficou conhecida como Phitranthas da Esalq, por ser cultivada na universidade. Trata-se de uma planta precoce, que produz a partir do quarto ano, com frutos grandes, vermelhos e deliciosos.

O segundo vídeo enfoca a produção de mudas e ensina tanto a técnica por semente como por enxertia. As sementes da jabuticabeira são poliembriônicas, ou seja, em uma única semente pode ocorrer mais de um embrião, e ainda, o fenômeno da apomixia, que gera plantas idênticas à planta-mãe, sendo chamadas de “clones”.

No terceiro vídeo técnico, podem ser conferidos os ciclos de vida e de produção, que variam de acordo com as técnicas culturais, fisiologia da planta, ambiente e variedades. Por ser uma planta de desenvolvimento inicial lento, as condições proporcionadas à jabuticabeira são importantes para diminuir o período juvenil, fase em que a planta somente vegeta. O fruto é bastante perecível e após a colheita pode ser consumido em até quatro dias.

Jabuticabeira com frutos verdes e em floração – Foto: Moisés Dorado / USP Imagens

O quarto vídeo, sobre regiões climáticas, será disponibilizado na próxima sexta-feira, dia 24 de agosto. Três climas são destacados, como o chamado Cwa, que se caracteriza pelo inverno seco com temperaturas amenas e ocorrência de geadas esporádicas. O clima é típico da região central do Estado de São Paulo, onde a deficiência hídrica é benéfica no controle da floração, por meio de irrigação escalonada, que estende o período de colheita da jabuticaba.

No Cfa, o inverno é mais úmido, frio e predomina na região metropolitana do Estado de São Paulo, entre o Alto do Tietê e o Vale do Paraíba. Nesta região, a probabilidade de geadas é maior e a irrigação é o ponto-chave para o controle do florescimento da planta. Para se produzir frutos maiores e de melhor qualidade, usa-se a técnica do raleio de flores.

O tipo de clima Aw abrange parte de Minas Gerais e São Paulo – região central do Brasil – e possui inverno seco com temperaturas mais elevadas, condições favoráveis à plantação. Nessa região, a irrigação é utilizada como ferramenta na antecipação do florescimento.

O objetivo deste projeto é disseminar o conhecimento gerado pela Universidade aos produtores rurais, que, além de conhecerem um pouco mais sobre essa frutífera, podem enviar dúvidas. Os vídeos podem ser acessados no canal do YouTube e no site Casa do Produtor Rural.

Beatris Cortelazzi Porta, estagiária de comunicação da Casa do Produtor Rural

 

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