Seminário discute desigualdades e políticas públicas no combate à pandemia

O evento “The Pandemic is Not Only a Viral Event”, do IEA-USP, pretende debater os desafios que o mundo enfrenta imerso na pandemia do coronavírus e o gerenciamento dos governos no combate ao vírus

 23/07/2021 - Publicado há 2 meses
“Quando a gente pensa na resposta do Brasil, embasado nas pesquisas produzidas sobre a falta de coordenação do governo federal, tanto na esfera da saúde quanto da econômica, essa resposta foi prejudicial”, comenta Lorena- Foto: Freepik

Na próxima segunda-feira (26), o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP promoverá o evento The Pandemic is Not Only a Viral Event (A Pandemia Não é Apenas um Evento Viral). O objetivo do seminário internacional é aprofundar o debate interdisciplinar e influenciar políticas públicas, e contará com a presença do diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan.

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1° Edição, as professoras Lorena Barberia, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e membro da Rede de Pesquisa Solidária, e Vera Paiva, do Departamento de Psicologia Social do Instituto de Psicologia (IP) da USP e pesquisadora do IEA, falam sobre o evento. “A gente fez um primeiro seminário para discutir mais a fundo a experiência brasileira, mas neste segundo evento a gente quer trazer mais uma perspectiva internacional e ter um diálogo internacional sobre os desafios que nós estamos enfrentando mundialmente com respeito à pandemia”, explica Lorena. Em complemento, a pesquisadora do IEA reforça a questão do seminário não tratar apenas do evento viral, mas sim sobre a necessidade de aportes interdisciplinares e intersetoriais no enfrentamento da pandemia. “A gente depende da saúde, da educação, do meio ambiente, da comunicação e do desenvolvimento de normas e leis pelo governo federal”, explica Vera.

Um dos primeiros tópicos a serem abordados neste evento será a resposta que os governos tiveram no combate à pandemia. “Quando a gente pensa na resposta do Brasil embasado nas pesquisas produzidas sobre a falta de coordenação do governo federal, tanto na esfera da saúde quanto da econômica, essa resposta foi prejudicial”, comenta Lorena. Para ela, também é preciso criar um diálogo com a comunidade internacional para demonstrar que a saída da pandemia não é individual, mas, sim, coletiva. “Mas nós também temos que pensar nas desigualdades e nos desafios internos dos países”, explica. O evento contará com a presença do professor David Rudyard Williams, que falará sobre as sequelas do racismo durante a pandemia nos Estados Unidos e na Inglaterra, além também de debater sobre as populações indígenas do continente americano. “Nós precisamos entender que, ao mesmo tempo em que falamos sobre solidariedade mundial, também precisamos ter a compreensão e fortalecimento do diálogo de solidariedade com cada país”, complementa Lorena.

“A USP tem como missão a extensão, ou seja, a informação e a disseminação dela. Além de ampliar a resposta para quem de fato está envolvido com a resposta e descoordenado pelos governos, que são as comunidades local, territorial e escolar e as periferias afetadas, a pesquisa que está sendo oferecida com o debate e o ensino com o convite dos alunos a participarem do seminário”, explica Vera.

O evento é gratuito, não precisa de inscrição prévia, sem certificação e será em inglês com tradução simultânea. O evento é organizado pelo Programa Ano Sabático, uma iniciativa do IEA-USP, com apoio do Department of Global Health and Population, Harvard TH Chan School of Public Health Brazil Office of the David Rockefeller Center for Latin American Studies, Harvard University e Instituito de Psicologia (IP) da USP. O seminário ocorrerá nos dias 26 e 27 de julho, com programação das 9h às 17h.

Para acompanhar a transmissão do evento acesse: www.iea.usp.br/aovivo.


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