Próxima edição do USP Talks debate a violência contra a mulher

Evento gratuito será no dia 27 de julho, das 12h30 às 13h30, no teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo

Por - Editorias: Universidade
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Foto: Divulgação
Professora Ana Flávia d’Oliveira, da FMUSP – Foto: Divulgação

Às vésperas do aniversário de dez anos da Lei Maria da Penha, criada em agosto de 2010, o USP Talks deste mês abordará todas as formas de violência contra as mulheres, desde o assédio moral e psicológico até o estupro e o feminicídio.

“Violência contra a mulher: causas, efeitos e responsabilidades”, esse será o tema da quarta edição do evento que será realizado no dia 27 de julho, das 12h30 às 13h30, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na av. Paulista, em São Paulo.

As palestrantes serão Ana Flávia d’Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), especialista em violência de gênero e saúde da mulher; e a promotora de justiça Silvia Chakian, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do Ministério Público de São Paulo.

A professora Ana Flávia d’Oliveira tem mais de 20 anos de experiência no tema, tanto do ponto de vista teórico, como pesquisadora, quanto prático, como médica, atendendo mulheres vítimas de violência física, sexual, moral e psicológica.
20160719_02_usptalksEla falará sobre as raízes sociais e culturais da violência contra a mulher no Brasil – tão profundas e banalizadas que, muitas vezes, nem o agressor nem a vítima se dão conta do crime cometido –  que tendem a transferir para a mulher a culpa da violência sofrida.

“Quando uma mulher sofre um estupro, a primeira coisa que fazem é  analisar sua vida”, diz. “A vítima não precisa ser inocente para ser vítima. Ninguém merece apanhar, ninguém merece ser torturada, ninguém merece ser estuprada”, diz a professora.

Para a promotora de justiça Silvia Chakian, “temos que parar de julgar as mulheres e avançar na desconstrução desses mitos machistas, de que tem mulher que merece apanhar ou que gosta de apanhar”.

Ela também trabalha com o tema há quase 20 anos e atualmente coordena o Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do MPSP. “Nosso trabalho é sempre no sentido de que a mulher rompa o silêncio.”

Cada uma das palestrantes falará por 15 minutos, com meia hora de debate com a plateia ao final. O evento é gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição (entrada por ordem de chegada, até o limite de 150 lugares do auditório). Também haverá transmissão ao vivo pela internet, no canal USP Talks do YouTube.

O programa USP Talks é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa e de Graduação da USP, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo e apoio da Livraria Cultura. O objetivo é promover um debate com a sociedade sobre temas importantes do noticiário nacional.

Mais informações: Facebook USP Talks www.facebook.com/usptalks/

Assessoria de Imprensa do USP Talks

 

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