Projeto quer levar a escolas públicas discussão sobre comida e sustentabilidade

Com atividades e vivências, SustentArea prentende atingir pelo menos 5 mil pessoas

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Detalhe de recipientes com legumes (vagem, tomate, cenoura, chuchu, mandioquinha, brócolis, quiabo e outros) - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Detalhe de recipientes com legumes (vagem, tomate, cenoura, chuchu, mandioquinha, brócolis, quiabo e outros) – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Ao estudar a tendência de consumo de carne na cidade de São Paulo, a nutricionista Aline Martins de Carvalho percebeu que grande parte da população consumia carne em excesso e que esse hábito estava relacionado a uma dieta de baixa qualidade e alto impacto ambiental. “Quando defendi o mestrado fiquei com uma angústia, porque não queria que isso ficasse apenas na biblioteca”. E assim surgiu a ideia do projeto Dia sem Carne na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, iniciativa que levou o restaurante da unidade a oferecer, uma vez por mês, um cardápio sem carne durante o ano de 2012 – foram servidas cerca de 3 mil refeições sem carne, deixando de emitir quase 20 toneladas de gases de efeito estufa.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A proposta era debater alimentação e contribuir para que a reflexão sobre a comida colocada no prato se estendesse para além da faculdade. A iniciativa ganhou corpo com o apoio de alunos de graduação e pós-graduação e da professora Dirce Maria Lobo Marchioni e hoje renasce com um novo nome: SustentAREA – A Rede Alimentar. O projeto quer trazer uma visão global sobre alimentação, o que envolve toda a cadeia de produção até chegar no consumidor.

Além de dicas e informações publicadas nas mídias sociais do projeto, o que a equipe quer agora é atingir alunos de escolas públicas, desenvolvendo atividades que ajudem crianças e jovens a fazer melhores escolhas em relação ao que consomem diariamente. “Queremos estimular o engajamento e a reflexão sobre os hábitos alimentares. A ideia é trabalhar com 200 alunos, mas impactando 5 mil pessoas, com a divulgação entre amigos e familiares”, explica Aline, hoje doutoranda na FSP.

Realidade das escolas

Para financiar as atividades planejadas – rodas de conversa, oficinas de culinária, materiais educativos diversos – o grupo decidiu iniciar uma campanha de financiamento coletivo. A arrecadação, que terminou no último dia 7, superou a meta de R$ 6.050, que vai possibilitar o início das ações em junho. 

Foto: Cecília Bastos
Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O SustentAREA tem quatro pilares principais: redução do consumo de carne, aumento do consumo de frutas e hortaliças, consumo de produtos com baixo impacto ambiental e redução da ingestão de alimentos com alto teor de açúcar, gordura e sal.

Segundo Aline, que hoje desenvolve um estudo sobre consumo de carne e suscetibilidade para câncer, as atividades a serem desenvolvidas nas escolas não serão fechadas. O grupo quer verificar em cada uma delas quais os principais problemas identificados em relação à alimentação e, a partir daí, pensar em como trabalhar com alunos, professores, famílias e responsáveis pela preparação das merendas.

Se a meta de atingir 5 mil pessoas for alcançada, a equipe estima uma redução de 12 mil toneladas de gases estufa por ano. O impacto também é grande na saúde: a alimentação adequada faz cair consideravelmente o risco de doenças como diabetes, obesidade, câncer, além de doenças do coração.

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Mais informações: site http://www.sustentarea.com.br/, email sustentarea@gmail.com

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