Programa de reciclagem já coletou mais de 10 mil cartões plásticos na USP

Há pontos de coleta na Escola de Artes, Ciências e Humanidades e na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo

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Exemplares da máquina são encontrados em duas unidades da USP na capital paulista – Foto: Divulgação RS de Paula

Sabia que aquele cartão de crédito vencido que você tem em casa pode se transformar em um caderno ou até em medalhas e troféus? Por meio de uma máquina que tritura cartões plásticos, é possível realizar o descarte correto deste tipo de material e contribuir com o meio ambiente.

Na USP, em São Paulo, é possível encontrar algumas unidades do Papa Cartão. Na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da zona leste, há uma e desde 2015, foram coletados no local 5.210 cartões. Outra unidade do aparelho está na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e opera desde 2017. O número de cartões depositados na máquina já soma 5.841, segundo dados da empresa gráfica RS de Paula. 

“A máquina foi criada em 2011 com a ideia de responsabilidade ambiental da empresa. E há muitos conceitos envolvidos nessa criação, como logística reversa, economia circular, além da conscientização das pessoas sobre a questão ambiental”, explica Marcela Moretti, mestranda do programa de Sustentabilidade da EACH e analista de projetos ambientais na RS de Paula, empresa que desenvolveu a ideia.

Foi problematizando a própria produção confecção de cartões em PVC   que a ideia da máquina surgiu. O processo é simples: basta inserir o cartão no local indicado e girar a manivela. O cartão é triturado e cai em um recipiente. Depois de coletado, o material passa pelo processo de reciclagem e então será utilizado para a confecção de produtos variados.

Medalhas são exemplos de objetos produzidos a partir do plástico coletado nas máquinas – Foto: Divulgação RS de Paula

Atualmente, são 79 pontos de coleta espalhados por vários lugares do Brasil, como metrôs e empresas de vários segmentos. Marcela explica que o plástico utilizado na fabricação de cartões é o PVC (Policloreto de Vinila), prejudicial à natureza se descartado incorretamente, como a maioria dos plásticos. “E além do plástico, também há metais em muitos cartões, até mesmo ouro, que pode contaminar não só o solo, mas os oceanos.”

O PVC, no entanto, é 100% reciclável. “É um plástico que não perde suas características, então seria um desperdício não reutilizar esse material”, afirma a analista.  

A logística reversa, citada por Marcela, envolve a responsabilidade pelo ciclo de vida de um produto. Por meio deste sistema, o consumidor pode, por exemplo, devolver um produto que já foi utilizado à empresa que o produziu, para destinação correta – seja o descarte ou a reutilização.  

A economia circular, outra expressão usada pela mestranda para se referir à máquina Papa Cartão, é mais um conceito envolvido nesse processo. Ele trata da importância de uma atividade econômica que contribua para reduzir a exploração de recursos naturais, cada vez mais escassos. Envolve também a partilha de objetos em substituição ao consumo excessivo – é o caso de serviços de carro compartilhado e intercâmbio de casas, por exemplo.

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