CNPq concede título de Pesquisador Emérito de 2022 a três cientistas da USP

O título é concedido anualmente ao pesquisador brasileiro ou estrangeiro pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica e por seu renome junto à comunidade científica

 Publicado: 09/05/2022
Kabengele Munanga é um dos pesquisadores que receberam o título de Pesquisador Emérito Ano 2022. No meio, o presidente do CNPq, Evaldo Ferreira Vilela; e, à direita, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim – Fotos: Neila Rocha/Ascom MCTI

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Em cerimônia realizada no dia 4 de maio, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, três pesquisadores ligados à USP receberam o título de Pesquisador Emérito de 2022, premiação promovida numa parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e com a Marinha do Brasil. O título é concedido anualmente ao pesquisador brasileiro ou estrangeiro, radicado no Brasil há pelo menos dez anos, pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica e por seu renome junto à comunidade científica.

Ao todo, seis pesquisadores receberam a distinção, entre eles Kabengele Munanga, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; Ruy de Araújo Caldas, que foi professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq); além de Marco Antonio Zago, que é professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), foi reitor da USP (2014-2017), presidente do CNPq (2007-2010) e secretário de Saúde do Estado de São Paulo (2018) e é o atual presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

No mesmo evento, o CNPq entregou quatro Menções Honrosas de Agradecimentosque contempla pessoas físicas ou jurídicas pelos serviços prestados ao crescimento, ao desenvolvimento, ao aprimoramento e à divulgação do CNPq no ano anterior à entrega da Menção.

Também foi concedido o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia, edição 2022, para o químico Jailson Bittencourt de Andrade, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa do Centro Universitário Senai-Cimatec. Este prêmio leva o nome do fundador e primeiro presidente do CNPq, físico nuclear que se empenhou para que o País tivesse os meios e os recursos para desenvolver pesquisas nessa área. É atribuído ao pesquisador que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor para o progresso da respectiva área de conhecimento.

Saiba mais sobre os premiados da USP:

Kabengele Munanga
(Grande Área – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – Antropologia)

Brasileiro, naturalizado desde 1985, nasceu na República Democrática do Congo e foi pesquisador no Museu Real da África Central em Tervuren (Bruxelas) onde se especializou em estudo das artes africanas tradicionais. Professor na USP, de onde se aposentou como professor titular, atuando em áreas como Antropologia da África e da População Afro-Brasileira. Na USP, ocupou cargos de diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC), e diretor do Centro de Estudos Africanos. Recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco, entre outras homenagens.

Ruy de Araújo Caldas
(Grande Área – Ciências Agrárias – Engenharia Agronômica)

Engenheiro agrônomo pela Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, atual Universidade Federal de Viçosa, é mestre em Nutrição Mineral de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e doutor em Bioquímica Vegetal/Cultura de Tecidos pela The Ohio State University, USA. Atuou como professor de diversas universidades brasileiras: USP, UnB, UFV, UFG e Universidade Católica de Brasília, com longa experiência na viabilização da relação universidade-empresa para o desenvolvimento da biotecnologia nacional. Tem contribuído na formulação de políticas públicas e execução de programas estratégicos em ciência, tecnologia e inovação nos ambientes do CNPq, MCTI, CGEE e FAP-DF.

Marco Antonio Zago
(Grande Área – Ciências da Saúde e Biológicas – Medicina)

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, instituição pela qual também concluiu o mestrado e o doutorado em Clínica Médica e da qual é professor titular. Atual presidente da Fapesp, foi presidente do CNPq de 2007 a 2010, reitor da USP (2014-2017), e secretário de Saúde do Estado de São Paulo (2018). Membro titular da Academia Brasileira de Ciências, atualmente, desenvolve pesquisas em bases moleculares das neoplasias e células-tronco adultas. Recebeu homenagens como a Medalha do Mérito Científico e Tecnológico, Governo do Estado de São Paulo, Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e Prêmio Scopus de Produção Científica, Scopus e Capes.

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Com informações de Eliete Viana, da Assessoria de Comunicação da FFLCH USP, e do CNPq.

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